Em 2008, bancos recebem mais dinheiro público do que países pobres em 50 anos!

25 junho, 2009

Esse é o verdadeiro programa 50 anos em 1. Bem sucedido não?….

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Esta notícia fala por si só. Mas há muito o que pensar. Muitos acreditam que o dinheiro que o governo deu aos bancos retornarão, após a vendas das ações ou pelo aquecimento do mercado. Mas poucos conseguem imaginar que o dinheiro doado para os países pobres se bem integrado em projetos, que não falam, também voltam para o Estado, o mercado e a SOCIEDADE, de onde veio.

Talvez esse seja um laço que muitos não querem fechar. Isso é só um ponto pragmático numa questão que tem sentido ético, humanitário e democrático.

Veja a matéria:

Segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto os países pobres receberam, em meio século, cerca de US$ 2 bilhões em doações de países ricos, bancos e outras instituições financeiras ganharam, em apenas um ano, US$ 18 bilhões em ajuda pública. A ONU alertou que a crise econômica mundial piorará ainda mais a situação dos países mais pobres, agravando os problemas da fome, da desnutrição e da pobreza.

Redação – Carta Maior

O setor financeiro internacional recebeu, apenas em 2008, quase dez vezes mais recursos públicos do que todos os países pobres do planeta nos últimos cinqüenta anos. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (24/6) pela campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelas Metas do Milênio, destinada a combater a fome e a pobreza no mundo. Enquanto os países pobres receberam, em meio século, cerca de US$ 2 bilhões em doações de países ricos, bancos e outras instituições financeiras ganharam, em apenas um ano, US$ 18 bilhões em ajuda pública.

A ONU alertou que a crise econômica mundial piorará ainda mais a situação dos países mais pobres, lembrando que, na semana passada, a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou que a crise deixará cerca de 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo.

A revelação foi feita no início de uma conferência entre países ricos e pobres, que ocorre na sede da ONU, em Nova York, para debater o impacto da crise. Segundo o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty, esses números mostram que a destinação de recursos públicos ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.

“Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse Shetty à BBC. “O que é ainda mais paradoxal”, acrescentou, “é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os mais pobres) são voluntários”. “Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, criticou o funcionário da ONU.

Um dos efeitos desta perversa distorção foi apontado pela FAO: a quantidade de pessoas desnutridas aumentará no mundo em 2009, superando a casa de um bilhão. “Pela primeira vez na história da humanidade, mais de um bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de desnutrição em todo o mundo”, advertiu a entidade. A FAO considera subnutrida a pessoa que ingere menos de 1.800 calorias por dias.

Do total de pessoas subnutridas hoje no mundo, 642 concentram-se na Ásia e na região do Pacífico e outras 265 milhões vivem na África Subsaariana. Na América Latina e Caribe, esse número é de 53 milhões de pessoas. Em 2008, o total de desnutridos tinha caído de 963 milhões para 915 milhões. O motivo foi uma melhor distribuição dos alimentos, Mas com a crise, o quadro de fome no mundo voltará a se agravar. Segundo a estimativa da ONU, um milhão de pessoas deverão passar fome no mundo nos próximos meses.

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ONU: entre a astronomia e a guerra. Qual o seu papel

21 janeiro, 2009

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A ONU que está no meio da guerra em Gaza, sendo jogada para lá e para cá pelas grande potenciais mundiais e por Israel, não conseguiu mostrar que possui autoridade e efetivo poder político não apenas nesses conflito na Palestina, como também em outros. Fala-se em qual é o papel da ONU no mundo. 

Uma notícia mostra bem seu papel. Este sim ela desempenha bem.

 

A Assembléia Geral ONU declarou, em evento aberto, 2009 o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009). Com a presença de 900 autoridades e cientistas de todo o mundo, a cerimônia foi realizada nos dias 15 e 16 de janeiro na sede da Unesco, em Paris. Com participação de mais de cem países, a iniciativa da Unesco e da União Astronômica Internacional (UAI) marca os 400 anos de um dos eventos mais revolucionários da história da ciência: o primeiro uso astronômico de um telescópio por Galileu Galilei.
 
De acordo com os organizadores, o AIA 2009 irá estimular, em nível mundial, o interesse dos jovens pela astronomia e pela ciência. Eles estimam que com as atividades, no decorrer do ano, pelo menos um milhão de pessoas terá oportunidade de ver o céu por meio de telescópios. O objetivo é aproveitar o fascínio produzido pelas descobertas astronômicas a fim de aproximar o público da ciência e da tecnologia e difundir uma mentalidade científica – característica central nas sociedades tecnológicas.

Mapa mostra ocupação israelense na Palestina

17 janeiro, 2009

Arte da Folha de São Paulo mostra mapas para descrever as relações de guerras entre os judeus e seu Estado  (Israel) e os árabes e palestinos sem Estado. Mostra que o estado árabe previsto pela ONU (Resolução 181) nem chegou a existir de fato, nem decretou sua independência. Mostra como a área que seria do estado Palestino foi ocupada por Israel. Mostra também sua ocupação de áreas de outros países árabes, maior parte delas devolvidas, a não ser as colinas de Golã (que era da Síria).

 O Estado Palestino nunca chegou a existir de fato e de direito, deste modo as terras não pertenciam a um Estado, mas ao povo que lá moravam, sendo propriedade na maioria de árabes que foram expulsos. Estes povos tem direito a suas terras e a partir daí tem direito de constituir o Estado que prevê a resoluçõa e que lhe é legítimo. Já que os árabes são desde muito séculos a população mais numerosa desta área.

Se já está sendo difícil retirar Israel das pequanas áreas da Cisjordânia e Gaza (22% da Palestina prevista na resolução 181) imagine para devolver as demais terras ocupada em 1948? Se estas áreas estivessem sob mãos de países árabes talvez fosse mais fácil construir o Estado Palestino. Neste ponto tais países erraram ao não incentivar a criação do estado árabe previsto na resolução 181. 

Veja o mapa: 

http://media.folha.uol.com.br/mundo/2009/01/15/conflito_gaza.swf


ONU acusa Israel de ataque com bomba químic

15 janeiro, 2009

Agora é a ONU que assume o uso de armas químicas por Israel em Gaza.

O porta-voz da missão humanitária da ONU na Faixa de Gaza, Chris Gunness, acusou Israel de ter atacado o QG da Agência de Assistência das Nações Unidas (UNRWA) com bombas de fósforo branco, que causam graves queimaduras na pele. Gunness contou que o prédio abrigava civis refugiados do conflito e mantimentos dos carregamentos de ajuda humanitária.

– Não se pode apagar incêndio causado por fósforo branco com extintores comuns. Precisamos de areia e não temos areia – disse.

O jornal britânico The Times coletou evidências de que Israel tem usado bombas de fósforo branco nos ataques contra alvos do Hamas em Gaza. Um cartucho caído do céu foi encontrado com a inscrição M825A1 foi encontrado na vila de Sheikh Ajilin. Além disso, dezenas de civis feridos nos bombardeios dão entrada no hospital com queimaduras químicas na pele. E há relatos de pessoas que queimam os pés ao andar pelo solo de locais próximos às ofensivas aéreas. A substância queima a altas temperaturas.

A Convenção de Genebra, de 1980, proíbe o uso de fósforo branco em áreas civis, mas permite que o Exército faça uma “cortina de fumaça” com ela.

As Forças Armadas israelenses negam o uso de fósforo em Gaza. Afirmam que todas as armas de combate “estão de acordo com a lei internacional”


A batalha acabou? Haverá um cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado?

9 janeiro, 2009

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira (9) uma resolução que pede cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. O documento exige a retiradas das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária no território palestino.

A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, assinala “a urgência e faz um apelo ao cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, que leve à completa retirada das forças israelenses de Gaza.” 

A resolução “condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo”, sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.

O documento defende ainda uma paz baseada na visão de uma região onde dois estados democráticos, Israel e Palestina, convivam em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas.

Mais cedo, os chanceleres da Arábia Saudita e do Reino Unido, Saud al Faisal e David Miliband, anunciaram o acordo sobre a proposta final de resolução após uma reunião de duas horas a portas fechadas. Os ministros das Relações Exteriores dos países árabes, dos EUA e da França então se reuniram na sala da Conselho de Segurança, onde aprovaram a medida.

“Chegamos a um consenso quedeve conduzir a um cessar-fogo durável e sustentável”, disse o ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, ao anunciar o projeto de resolução junto com seu colega saudita, Saud al-Faisal.

Os Estados Unidos se abstiveram na votação, no mesmo dia em que o Senado Americano aprovou uma manifestação em prol do direito israelense de se defender de ataques. Posteriormente, a secretária de Estado americano, Condoleeza Rice, disse aprovar o cessar-fogo.

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Agora é ver o desenrolar dos fatos. Será que Israel, principalmente, e o Hamas cumpriram a resolução da ONU? É um teste de fogo para a instiuição.


Relator da ONU acusa Israel de violar Convenção de Genebra

7 janeiro, 2009

As ações de Israel na Faixa de Gaza representam uma violação dos direitos humanos e são um ‘claro exemplo’ de uso desproporcional da força, na opinião de Richard Falk, relator especial da ONU para a Situação dos Direitos Humanos nos Territórios Palestinos.

Falk, que conversou com jornalistas em São Paulo, criticou a decisão israelense de proibir a saída de pessoas da Faixa de Gaza, o que cria uma situação ‘sem precedentes na história das guerras urbanas modernas’.

– Em todas as guerras vários refugiados são produzidos por pessoas que tentam escapar das coisas horríveis que acontecem com elas e com suas famílias. Mas Israel impôs uma proibição total para sair de Gaza. Um civil palestino não pode tornar-se um refugiado – disse o relator na entrevista organizada pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo.

O relator especial, que teve sua entrada em Israel negada pelas autoridades do Estado israelense após, segundo ele, ficar 15 horas detido numa cela no dia 14 de dezembro, também acusou o país de tentar esconder a realidade ao não permitir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza.

Crítico da política israelense para a Faixa de Gaza, Falk afirmou que o bloqueio imposto pelo Estado de Israel à região viola a Convenção de Genebra por se tratar de uma ‘punição coletiva’ e por impedir que a população de Gaza tenha acesso à alimentação e a cuidados médicos básicos.

O relator defendeu a realização de investigações para, caso haja indício de crime contra a humanidade, os responsáveis sejam julgados criminalmente.

Falk rebateu ainda as alegações de autoridades israelenses de que o país está se defendendo contra o lançamento de foguetes em seu território pelo Hamas. Segundo ele, a trégua de seis meses mediada pelo Egito não foi quebrada pelo lançamento de foguetes, mas por um ataque israelense em Gaza, no dia 4 de novembro.

 

Papel da ONU

Falk, nomeado para o cargo em março do ano passado, defendeu uma trégua imediata entre Israel e os militantes do Hamas, além do fim do bloqueio e do lançamento de foguetes por grupos palestinos contra o território israelense, atitude que ele considerou ‘ilegal’ e ‘imoral’. Ainda assim, o relator recusou-se a classificar o Hamas de terrorista.

– Não acho útil chamar o Hamas de organização terrorista, pois considero que isso é uma forma de deixar a política e a diplomacia de lado e um convite ao uso da força. Da mesma forma, não acho útil chamar Israel de um Estado terrorista por ele cometer atos ilegais – disse.

Falk também criticou os Estados Unidos e afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) só pode cumprir seu papel caso os principais países membros desejem que o faça.

– A grande pergunta que se deve fazer agora é: por que a comunidade internacional e as Nações Unidas têm feito tão pouco. A oposição dos Estados Unidos à proteção dos palestinos pela ONU têm evitado que a ONU adote as posições que a Carta da ONU determina que a comunidade internacional tem a responsabilidade de adotar – afirmou.

O conflito em Gaza, que dura 12 dias, já deixou ao menos 702 palestinos mortos de acordo com autoridades médicas palestinas. Segundo dados da ONU, cerca de 25% dessas vítimas eram civis. Entidades palestinos de defesa dos direitos humanos, no entanto, colocam esse número em mais de 50 por cento.

Por outro lado, 7 soldados israelenses e 3 civis do país também morreram por conta do conflito.

Nesta quarta-feira, após intensa pressão internacional, Israel concordou em suspender as operações militares por três horas diárias nos arredores da Cidade de Gaza para permitir o fluxo de ajuda por meio de um corredor humanitário criado por militares israelenses.

O Hamas também concordou em suspender o lançamento de foguetes durante a tréguas das operações de Israel, mas passado o prazo os confrontos foram retomados.