E as pesquisas para Governador-PB, o que nos dizem?

21 março, 2010

Pois bem, vamos dar crédito aos números destas pesquisas e aliar a isto uma avaliação qualitativa do cenário que vivemos nestas últimos meses. Primeiro vejamos os dados das pesquisas:

Do IBOPE para CONSULT Cícero (-5,3) e Ricardo (-5,4) perdem votos. Enquanto que Maranhão (+4,1) e Indecisos (+7,05) sobem. Os brancos e nulos, aqueles que não votam em nenhum deles praticamente se mantêm.

Os seja, os votos de Cícero e Ricardo foram para Maranhão e indecisos. Partindo da observação de que de outubro de 2009 para fevereiro de 2010 a aliança de Ricardo se consolida com Efraim e Cássio, pode-se entender que parcela dos votos certos de Ricardo foi para indecisos.

Da parte de Cícero, seus votos certos, migraram para Maranhão e outros para indecisão. Visto que houve um processo de paquera ente Cícero e Maranhão nesse período, ao mesmo tempo em que a campanha de Cícero era bombardeada por Cássio, é de supor que tal migração tenha ocorrido. Entretanto, diante da acirrada disputa entre Cícero e Cássio nesse período, os votos cativos de Cícero eram para se afirmarem, e não para correrem da raia. É como se Cícero mantivesse a candidatura e quase metade de seu eleitorado falasse: “Desista. A gente já trocou de barco”.

Diante da paquera que manteve com Cícero, é provável que Maranhão tenha ganhado os votos dos ciceristas. De Fevereiro para outubro de 2009 Maranhão já tinha 8 meses de governo, já tinha explorado propagandas e a máquina do Correio já estava atuando a seu favor, fora isso, tinha inaugurado vários inícios de obras. Os mais cinco meses até fevereiro de 2010 não mudaram muita coisa, a não ser o aumento dos ataques e até apelações do sistema Correio em suas reportagens contra a prefeitura. Isso, entretanto pode ter contribuído para aumentar a indecisão de alguns que votam em Ricardo, do que para aumentar os votos de Maranhão.

Da pesquisa CONSULT para a VOX POPULI temos uma diferença de uma semana, na qual Maranhão ganha quase 3 pontos a mais (2,9%) e a pesquisa indica que estes votos viriam dos indecisos, pois os votos de Cícero e dos Nulos/Brancos mantêm-se no mesmo patamar, praticamente não mudaram. Nesta semana não houve nenhum fato gravíssimo que mudasse muito o cenário local, ou seja, que fizessem os indecisos, provavelmente vindos do bloco de Ricardo tomasse o partido de Maranhão. Mas com que argumentos?

Deste modo a grande pergunta é: será mesmo que os ciceristas abandonaram Cícero, seja pela por imaginar que Cássio consiga acabar com a candidatura de Cícero ou da paquera ente Cícero e Maranhão? Será mesmo que estes ciceristas, diante da insistência de Cícero em manter sua candidatura e peitar Cássio tenham abandonado seu líder? Ou pergunta, será mesmo que Maranhão conseguiu em uma semana acabar com a indecisão de quase 3% do eleitorado, que provavelmente vieram do bloco de Ricardo?

Supondo um “não” para todas essas perguntas, é provável que tenha ocorrido um inchaço artificial dos números de Maranhão. E uma desidratação artificial dos votos de Ricardo. Mesmo assim, se ficamos com a tendência e suprimindo tais inchaços e desidratações artificiais, é possível supor que ainda persista o empate técnico, mas desta vez, Maranhão pode estar na frente numericamente, mas sem tantas garantias de vitórias como mostram estas duas últimas pesquisas.

Qualquer aliança ou fatos social podem ser significativos para a vitória. E Cícero ainda tem muito peso na eleição seja para lá ou para cá. E Maranhão já percebeu isso, o Sistema Correio também, tanto é que já aliviam a barra para o ex-prefeito de João Pessoa. Ricardo que se cuide, pois Maranhão com a máquina do Estado e o Sistema Correio trabalhando para ele tem muita artilharia para soltar e Ricardo com sua espera excessiva para dar atenção às lideranças pode estar perdendo tempo. Armando Abílio que o diga.

Aqui mais uma vez é relevante ver: qual o índice de conhecimento e de rejeição dos candidatos? CONSULT e VOX POPULI não mostraram. Isso ajuda a incrementar as análises. Ficamos na mão.


Para brasileiros e PNUD, país carece de VALORES.

15 julho, 2009

Já está definido o assunto do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil. Por escolha da maior parte dos 500 mil brasileiros que responderam à pergunta “O que deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?”, da pesquisa Brasil Ponto a Ponto, o tema do estudo será “valores”.

Nas respostas à consulta, a falta de respeito, honestidade, amor, responsabilidade e de virtudes similares foi mencionada mais vezes do que questões como educação, segurança, saúde ou emprego. Para o coordenador do relatório, Flávio Comim, o resultado é surpreendente e só foi possível porque a consulta tinha uma pergunta aberta. Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse tipo é feita com questão aberta, que permite que as pessoas escrevam a resposta que quiserem. A iniciativa é inédita – em nenhum outro lugar do mundo, o tema do relatório nacional feito pelo PNUD foi decidido dessa forma.

“As respostas abertas permitiram que as pessoas falassem o que quisessem. Não só o que deveria mudar para suas vidas mudarem, mas também os comos e os porquês daquilo”, salienta Comim. “Nas respostas, você vai encontrar problemas relacionados a saúde, educação, emprego. As novidades foram os comos e porquês. Este é o diferencial.”

Os valores mais citados pelos participantes da consulta foram respeito, justiça, paz, ausência de preconceito, humanidade, amor, honestidade, valor espiritual, responsabilidade e consciência. Para o coordenador do relatório, isso “nos leva a um conceito novo de valores de vida: nem só morais ou éticos, nem só financeiros, são os valores praticados no dia-a-dia.”

Dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH, estudantes dos ensinos fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Apesar de a consulta ter alcançado grupos bem diversos, Comim conta que os principais pontos levantados foram basicamente os mesmos. Nos primeiros lugares das questões mais objetivas (os pontos compreendidos pelo PNUD como “valores” vieram muitas vezes acompanhados de outras questões) estão educação e violência. Esses dois temas terão destaque no relatório. Comim conta que o que mais apareceu em relação à educação não foi uma demanda por mais conteúdo nas escolas, mas uma carência de que o espaço escolar também transmita valores aos alunos.

Sobre a violência, o que mais apareceu foram reclamações sobre a violência contra a pessoa – agressões, violência doméstica – em detrimento da violência contra a propriedade, como roubos e furtos. A conclusão que se tira disso, para Comim, é de que “o problema é muito maior. Significa que a sociedade resolve seus conflitos de forma violenta.”

Terminada a pesquisa, que parou de receber contribuições em 15 de abril e teve os dados computados até meados de junho, o desafio agora é materializar o tema “valores”. O relatório deve ser publicado até o início de 2010 e seu primeiro caderno abordará a experiência da consulta.

Veja uns exemplos. É por esses e outros que começamos a pensar em valores:

Até Pedro Simon do PMDB nos envergonha, leia o porque neste link.

O senador Simon está com vergonha e pensa em voltar para Porto Alegre (Por causa de Sarney). Aqui ele poderá viver sem vergonha, orgulhoso de seus aliados e do governo que apóia e ajuda a sustentar no Estado (Yada Crusius).

Precisa dizer mais ? Eu também estou envergonhado.

A mídia é desmascara em seu momento sem vergonha, lei o porque nesse link aqui.

VALDO CRUZ – Você sabia?

BRASÍLIA – Você sabia que todo funcionário terceirizado do Senado tem de registrar presença diária num moderno sistema de controle de ponto acionado por digitais? E que os servidores contratados, com estabilidade e salários bem mais elevados, não têm de passar por esse tipo de controle?

Comentário

Voce sabia…

… que os jornalistas políticos de Brasília convivem diariamente com congressistas e funcionários?

… que as informações que hoje são divulgadas são de conhecimento do jornalismo político de Brasilia, e do Valdo Cruz, há anos?

… que, embora conhecidas, as bandalheiras não eram divulgadas porque não interessava naquele momentos aos jornais?

E tem mais essa. Querem anular as ações do Gov. Federal em SP? Veja mais aqui.

O impacto nos preços, ocasionado pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos produtos da chamada linha branca, foi anulado no Estado de São Paulo, devido à substituição tributária de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) promovida pelo governador José Serra .

Fogão de 4 bocas
R$ 890,00 Preço antes da redução IPI
R$ 830,00 Preço depois da redução do IPI
R$ 908,00 Preço depois da redução do IPI com substituição tributária (ICMS) do José Serra


Desafio Educacional: Faltas, trabalhos administrativos e relação com alunos

3 julho, 2009

O tempo útil nas salas de aula brasileiras parece ser escasso. Faltas e atrasos de professores, além de tempo gasto com outras tarefas, encurtam as horas-aula. Pesquisa feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 23 países mostra que o Brasil é o 8º em que diretores de escolas mais reclamam que faltas e atrasos dos docentes prejudicam o andamento das aulas.

A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis, na sigla em inglês) foi realizada entre 2007 e 2008, com entrevistas de diretores e professores de países que fazem parte da OCDE, como a Itália e a Noruega, e outros convidados, como Brasil e México. Os resultados finais mostram que 32% dos professores brasileiros trabalham em escolas cujos diretores reclamam das constantes faltas. A média entre os 23 países pesquisados é de 25,8%.

Um quarto dos professores responde a diretores que têm queixas sobre atrasos frequentes, quando a média da pesquisa ficou em 15%. “O número de professores que faltam é alto e, em muitos Estados, temos uma legislação excessivamente permissiva. Há Estados que permitem duas ou três faltas por mês sem desconto de salário”, diz Maria Auxiliadora Seabra, presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Educação (Consed). Apesar de reconhecer que os casos de doença são também altos, a presidente do Consed afirma que a quantidade de atestados médicos fica além do esperado.

Entre os 23 países, faltas parecem ser constantes em 9 deles, onde as reclamações ultrapassaram 30%. A pior situação é a do México – a maioria (67,5%) trabalha em escolas onde essa é uma reclamação constante. “O sistema de concessão de licenças é frouxo”, critica Mozart Ramos Neves, coordenador do movimento Todos pela Educação.

Levantamentos recentes feitos por governos estaduais revelam que o número de licenças pode chegar a 1 em cada 4 professores da ativa, como acontece no Distrito Federal. Em São Paulo, uma lei modificou o sistema de faltas, limitando a 6 licenças com atestado médico por ano. Antes não havia limite.

Apesar das críticas ao sistema de licença e de falta, especialistas reconhecem que, no caso de atrasos, muitas vezes o problema está mais na escola do que no professor. “O tempo que o professor dedica à aula em si é baixo. Falta funcionário nas áreas administrativas e o professor é chamado a cumprir outras tarefas”, diz Mozart.

Entre os 23 países, é o professor brasileiro que mais precisa usar seu tempo com outras tarefas além de ensinar. Ele também utiliza boa parte da aula tentando disciplinar os alunos – 18% dela é dedicada a broncas. Isso se reflete na opinião que os diretores têm dos problemas nas escolas: 60,2% deles acreditam que a maior dificuldade do ensino são as confusões criadas pelos seus alunos.

A pesquisadora Miriam Abramovay, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), credita esse dado à dificuldade de relação entre professores e jovens. “A percepção dos professores sobre seus alunos é, em geral, muito negativa. Para o professor e o diretor, a culpa dos problemas da escola é dos alunos”, avalia.


Defesa de Cássio Cunha Lima ainda não convence

10 fevereiro, 2009

Nas últimas semanas o governador Cássio Cunha Lima vem dando entrevistas nas grandes revistas de circulação nacional para defender-se publicamente das acusações sobre crime eleitoral que resultou na sua cassação, tanto do TRE-PB quanto no TSE. Após a cassação o governador se empenhou pessoalmente na sua defesa pública e junto ao TSE. Foi aí que conseguiu impetrar recursos, que resultou até num pedido de vistas responsável pelo adiamento da decisão final, o que vem gerando inúmeras especulações e esperanças de ambas as partes envolvidas na questão.

O governador em suas entrevistas declara que a distribuição de cheques ou verbas para pessoas carentes era regulada por lei e que assim não haveria irregularidades. Ainda afirma que houve uma mistura entre as leis que beneficiavam pessoas carentes e aquelas que beneficiavam pessoas não carentes, sendo esta anterior ao seu governo. Entretanto ainda pairam-se dúvidas sobre todo o processo.

Com vistas a incrementar a discussão e tentar elucidar algumas questões traremos estes dados relativos aqueles casos de cheques para pessoas carentes. O Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba – FUNCEP/PB foi criado em junho de 2004 pela lei 7.611 no segundo ano de governo de Cássio. Entretanto o fundo necessitava de regulamentação, esta foi feita por vários decretos, sendo o mais importa o de Nº 25.849 de abril de 2005. É neste decreto que em seu artigo segundo prevê apoio financeiro para certas pessoas:

Art. 2º A consecução dos objetivos propostos dar-se-á por meio do apoio técnico, financeiro e/ou material a:

I – programas e projetos direcionados aos Municípios de todo o Estado que apresentem os piores indicadores sociais;

II – programas e projetos direcionados a grupos ou a famílias que se encontrem em condição de vulnerabilidade, articulando e integrando ações das várias políticas setoriais;

III – pessoas ou famílias em condição de vulnerabilidade permanente ou temporária;

IV – pessoas ou famílias com demandas suplementares e emergenciais àquelas que são atendidas pelos programas governamentais de educação, saúde e/ou assistência social.

Como se percebe há uma previsão legal para distribuição de verba a pessoas carentes, entretanto não há critérios para se definir quem é carente ou não. Que critérios provariam que determinada pessoa ou família está em condições de vulnerabilidade e possui demandas suplementares e emergenciais? Ou seja, a regulamentação feita por decreto não resolveu a questão, pois a falta de critérios objetivos impede o governo de saber quem está em vulnerabilidade e quem saiu ou não dessa situação. Esta regulamentação imprecisa é clara e patente, principalmente quando se compara tais normas com aquelas que regem o programa Bolsa Família do Governo Federal. Se não, veja o que dispõe a lei 10.836 de janeiro de 2004, que cria o programa bolsa família:

Art. 2º Constituem benefícios financeiros do Programa, observado o disposto em regulamento:

I – o benefício básico, destinado a unidades familiares que se encontrem em situação de extrema pobreza;

II – o benefício variável, destinado a unidades familiares que se encontrem em situação de pobreza e extrema pobreza e que tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças entre 0 (zero) e 12 (doze) anos ou adolescentes até 15 (quinze) anos, sendo pago até o limite de 3 (três) benefícios por família;

III     o   benefício   variável,   vinculado   ao   adolescente,   destinado   a   unidades   familiares   que   se encontrem  em  situação   de   pobreza   ou   extrema   pobreza   e   que   tenham  em  sua   composição adolescentes com idade entre 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos, sendo pago até o limite de 2 (dois) benefícios por família.

§ 2º O valor do benefício básico será de R$ 58,00 (cinqüenta e oito reais) (reajustáveis – observação nossa) por mês, concedido a famílias com renda familiar mensal per capita de até R$ 60,00 (sessenta reais).

Como se vê não há nem como comparar os dois regulamentos no que tange a sua precisão e delimitação dos benefícios. Mesmo com toda esta regulamentação precisa, o Bolsa Família sofre críticas ferozes e ainda é passível de fraude, como todo ato do governo e da iniciativa privada também é. Afinal, corrupção é em todos os níveis e setores sociais.

Esta imprecisão do regulamento do FUNCEP/PB é entendida pelo TSE e TRE-PB como uma falta de regulamentação, a qual proporcionou o uso eleitoreiro do programa. O que realmente se mostra bem latente. Outros indícios seriam: estes benefícios pagos a pessoas carentes foram distribuídos durante o programa ciranda de serviços, algo como aquele programa social da Globo, o “ação Global”, onde as pessoas tem emissão gratuita de documentos, atendimento ao consumidor; além da lavratura de boletim de ocorrência pela delegacia móvel e outros ações. Na ciranda de serviço que visitava em sua maioria os bairros de João Pessoa e Campina Grande (maiores colégios eleitorais da Paraíba) ocorria a distribuição quase que aleatória de cheques de cunho assistencialista sem critérios mais rígidos ou a devida averiguação das necessidades de recebê-los.

Aqui é possível perguntar: a pessoa carente com direito a receber os benefícios da FUNCEP-PB via FAC que morava em bairro não visitado pela ciranda de serviço deveria receber seu benefício onde? Havia continuidade no recebimento deste beneficio ou ele era momentâneo, aleatório e esporádico (quem estava na ciranda de serviço poderia receber e quem não esta não receberia)? Porque hoje tais pessoas não recebem mais o beneficio?

Ressalta-se, ainda, que tais gastos foram realizados pela função “assistência social”. Nos gráficos abaixo, feitos com dados do site do governo do estado relativo ao balanço orçamentário pode-se perceber que os gastos com a função “assistência social” e subfunção “assistência comunitária” elevaram sobremaneira no ano de 2005 e 2006, véspera e ano de eleição e ainda, tais gastos não se mantiveram, foram reduzidos nos anos subseqüentes, demonstrando o uso eleitoreiro observado pelo TSE e TRE-PB (o número 5 na linha horizontal é o ano de 2006, ano da eleição):

grafico-1

 

grafico-2

 

grafico-3

 


Como explicar o crescimento da popularidade de Lula?

6 fevereiro, 2009

lula

No blog do Alon saiu recentemente um post tentando explicar porque a popularidade de Lula e do Governo cresce em meio a crise estrangeira que atinge cada vez mais o Brasil. Ele eleva o nível dos argumentos daqueles que tentam explicar porque Lula andam bem na foto. Vejam:

Há certa estupefação diante da (cada vez mais) alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, dado que a curva ascendente coincide com a economia descendo ladeira abaixo. Uma explicação possível é que as pessoas ainda não têm a percepção da nova realidade. Eu prefiro outro caminho de análise. Lula está crescendo na crise porque quem se opõe a Lula não consegue responder a duas perguntas. O que o governo deveria fazer e não está fazendo? O que o governo deixou de fazer e deveria ter sido feito? Há os juros estratosféricos (do Banco Central para os bancos e destes para o tomador), mas a oposição não parece ter mais apetite para enfrentar o problema do que o governo. O ato de escolher um líder tem sempre a ver com a avaliação de seus atributos de liderança -e da adequação desses atributos aos desafios colocados. Imaginem um grupo de pessoas encerradas num bunker, enquanto suas casas são demolidas por bombardeios aéreos. E imaginem que o grupo não coloca em seu líder a culpa pelo bombardeio. A situação objetiva está piorando, já que eles estão perdendo suas casas. Mas isso não se reflete no prestígio do líder, já que ele, pelo menos, providenciou o bunker. Alguém vai morrer? É possível. Pode haver feridos? Sim. Mas se o líder tiver feito tudo que as pessoas acham necessário para enfrentar o problema é improvável que o grupo queira trocá-lo.


Aquecimento global pode ser irreversível. Pressões políticas aumentam

4 fevereiro, 2009

Estudo afirma que alguns dos efeitos do atual aumento da emissão de CO2 pode causar danos irreversíveis a longuíssimo prazo.  Por outro lado, a pressão política por redução nas emissões são cada vez maior. Entretanto, tem-se que enfrentar a estrutura de interesses, pessoas e organizações ligadas direta ou indiretamente (incluindo o consumidor) ao setor automotivo, o maior responsável pelas emissões. Trata-se de pensar em novas formas de transportes.

Notícia da BBC Brasil e Assessoria de Imprensa UFCG:

Uma equipe de cientistas especializados em meio ambiente nos Estados Unidos fez um alerta de que muitos dos efeitos das mudanças climáticas podem ser irreversíveis. 

Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas afirmam que as temperaturas na Terra podem se manter altas por até mil anos, mesmo se as emissões de gás carbônico (CO2) fossem eliminadas hoje.

 Segundo os pesquisadores, se o nível de CO2 na atmosfera continuar a subir, vai chover menos em áreas que já são secas no sul da Europa, na América do Norte e em partes da Ásia e da Austrália.

 Eles também afirmam que, atualmente, os oceanos estão desacelerando o aquecimento global ao absorver calor, mas que em algum momento vão liberar este calor de volta à atmosfera.

 Mudanças nos EUA

 A divulgação das conclusões dos ambientalistas coincide com o pedido feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que a Agência Americana de Proteção Ambiental reveja as regras de emissão de gás carbônico por veículos de passageiros.

 Vários Estados americanos, liderados pela Califórnia, querem introduzir leis para obrigar as montadoras a melhorar drasticamente a eficiência do uso de combustíveis.

 A medida encontrou oposição de vários setores, que argumentam que essa decisão poderia derrubar a demanda por novos carros neste período de recessão.

 Os cientistas envolvidos na nova pesquisa dizem que políticos precisam agir imediatamente para contrabalançar os danos já provocados ao meio ambiente.


Novo larvicida contra o mosquito da dengue é livre de toxidade para o ser humano

27 janeiro, 2009

dengue_aedes_aegypt1

O novo lavircidade além de ser livre de toxidade para o homem, pode substituir o atual utilizado pela FUNASA para o qual o mosquito vem mostrando resistência. Além disto, trata-se de uma patente nacional, não sendo necessário aquisição no exterior da patente. O composto base para a fabricação da larvicida é o décimo sintetizado pela equipe sob o comando da professora Daniela Navarro, e mostra ser bastante eficaz. Este composto faz parte de uma nova linha de pesquisas que se mostra bastante promissora para novos os compostos mais eficazes, livre de toxidade e de patente nacional, reduzindo custos.

Veja reportagens da ASCOM-UFPE:

Por Rafael Mesquita, da Ascom/UFPE
Uma nova arma no combate à dengue está sendo desenvolvida pelo Departamento de Química Fundamental (DQF) da UFPE: um larvicida inédito e livre de toxidade para o ser humano. A descoberta é fruto de um esforço conjunto entre os grupos de pesquisa Química de Síntese, Química Computacional e Ecologia Química do DQF, que, há três anos, vêm aperfeiçoando uma nova classe de compostos sintéticos com grande potencial no combate ao Aedes aegypti. Essa classe é promissora na sucessão dos larvicidas sintéticos usados atualmente, contra os quais as larvas do mosquito já apresentam imunidade.
O novo larvicida já é o 10º desenvolvido pelo DQF desde 2007 e também o mais eficiente até o momento. Testes realizados mostram que ele é dez vezes mais letal contra as larvas do mosquito que seus antecessores: sua LC50 (concentração necessária para matar 50% das larvas) é de 2,2 partes por milhão (ppm), contra 25 ppm das substâncias anteriores. A professora Daniela Navarro, chefe do grupo de Ecologia Química, acredita que a recente descoberta – cuja patente está em andamento – é bastante promissora. “Ela possui atividade larvicida muito melhor que as outras moléculas patenteadas anteriormente e tem uma via sintética que é possível de ser realizada em grande escala. Estudos de toxicidade serão realizados e acreditamos que ela não apresentará toxicidade ao homem nas concentrações de uso, o que demonstraria a possibilidade desta ser aplicada como larvicida no combate ao mosquito da dengue”, afirma.
Foi a partir da análise quantitativa entre a estrutura química e a atividade biológica – estudo que recebe o nome de “QSAR” – dos nove compostos larvicidas anteriores que a equipe de pesquisadores conseguiu desenvolver a molécula em questão, mais poderosa e complexa. Do mesmo modo, a descoberta atual abre ainda mais possibilidades de aprimoramento, segundo ela. “Essa nova molécula abriu uma nova perspectiva de estudo, porque, como ela é sintetizada de uma maneira diferente, já idealizamos outros compostos baseados nela, para fazer um outro estudo de QSAR para baixar a concentração de 2,2 ppm para 0,2 ppm”, relata a professora Daniela Navarro. Ela prevê que, a partir da estrutura da molécula atual, um outro grupo de nove compostos inéditos, ainda mais eficientes, poderá ser elaborado dentro de dois anos.
PIONEIRISMO – Todos os dez larvicidas desenvolvidos pelo DQF pertencem à família dos 1,2,4-oxadiazóis, uma série de ácidos que até então só era conhecido por suas aplicações farmacológicas. “Nunca foi publicado anteriormente um estudo sobre a atividade larvicida frente ao Aedes aegypti para essa classe de compostos”, explica a pesquisadora, sobre o caráter inédito das pesquisas feitas e das patentes registradas subsequentemente.
Os compostos elaborados a partir dos 1,2,4-oxadiazóis ainda não se igualam em letalidade ao larvicida atualmente usado pela  Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Temefós, cuja LC50 é de 0,01 ppm. Entretanto, em todo o País, estão sendo registrados casos de gerações do Aedes aegypti resistentes à ação desse larvicida, que, desde 1967, tem sido usado no combate aos vetores da dengue e da febre amarela. “Se você coloca o Temefós e as larvas não estão morrendo completamente e outras estão sobrevivendo, então você vê que ele não é mais tão eficiente quanto era antes”, aponta Daniela Navarro. Além disso, um estudo realizado pelos Departamentos de Biofísica e Biometria e de Bioquímica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) indica que o Temefós pode ser mutagênico e genotóxico para o ser humano, isto é, causar lesões no material genético, em concentrações similares às usadas no combate ao Aedes aegypti.
Os ácidos 1,2,4-oxadiazóis, em contrapartida, não apresentam genotoxidade ao homem nas concentrações usadas para atividade larvicida; sendo, inclusive, substâncias com propriedades conhecidamente analgésicas, antiinflamatórias, antifúngicas e antibacterianas. Segundo a professora Daniela Navarro, as perspectivas para essa nova família de substâncias são animadoras. “É um grupo de moléculas muito interessante porque não apresenta, a princípio, problemas de toxidade ao homem, e mata as larvas do mosquito”, afirma.
A pesquisadora também destaca a importância do fato de que esses larvicidas são patentes inteiramente brasileiras, diferentemente do Temefós, que é adquirido no exterior para ser formulado nos laboratórios nacionais. “O Brasil não tem tradição em patentear. Essa é uma classe que tem que ser preservada, que temos de estudar para chegarmos em compostos bem eficientes e proteger isso porque é uma tecnologia que o Brasil está desenvolvendo, e nenhum outro país está. Porque, na verdade, a dengue é um problema nosso”, conclui.
ALERTA – Segundo o Ministério da Saúde, 16 estados brasileiros estão sob risco de sofrerem uma epidemia de dengue em 2009, dentre eles Pernambuco. Quatorze capitais já estão em estado de alerta para o verão. Nessa época do ano, o número de casos de dengue é notoriamente maior por causa do calor e da chuva, que propiciam o desenvolvimento das larvas do mosquito. Só em 2008, mais de 734 mil dos 760 mil casos registrados ocorreram entre os meses de janeiro e agosto.
Mais informações sobre a pesquisa é bom procurar o Departamento de Quimica Fundamental da UFPE. Comece por este número:
Fone: 81 2126.7471
—-
Ultimante o post sobre a dengue vem recebendo vários acessos de vários locais do País. O leitor João Cunha solicitou informações sobre como solicitar o agente de saude para combate a dengue. Essa informação depende de cidade para cidade. Solicito verificar no site de sua cidade, normalmente é assim: nomedacidade.sigladacidade(Ex: SP).gov.br
Em São Paulo, as pessoas devem procurar os SUVIS: Vejam as informações:

O que são as SUVIS – Supervisões de Vigilância em Saúde:

São unidades descentralizadas da Coordenação de Vigilância em Saúde – Covisa, localizadas nas cinco regiões do município de São Paulo – Norte, Sul, Leste, Centro-Oeste e Sudeste. Ao todo, são 26 SUVIS, que atuam em três áreas:

.Vigilância Ambiental: controle da dengue, roedores e animais sinantrópicos e vacinação anti-rábica para cães e gatos.

. Vigilância Sanitária: fiscalização de comércio varejista de alimentos, medicamentos e serviços de saúde.

. Vigilância Epidemiológica: vacinação e controle de doenças epidêmicas.

A relação dos endereços e telefones das SUVIS pode ser encontrada no link abaixo ou pelo telefone 156 – Serviço de Atendimento ao Cidadão da prefeitura. As ligações são gratuitas.

Informações, Denúncias ou Reclamações SAC:  156 Praça de Atendimento: 3350-6624 / 3350-6628

Veja dicas de combate em: http://www.dengue.org.br/index.html

Vote em nossa pesquisa! Você apoio a união Cássio-Ricardo?

CLIQUE AQUI.