A república palaciana do Brasil está alvoroçada

26 março, 2009

pizza

Para muitos que pensaram que a PF acabaria de vez com as operações de combate a corrupção (entre eles este blog – embora fosse muito mais uma alerta e denúncia) e similares, deu de cara com mais uma operaçao que colocou a república de cabeça para baixo. Trata-se de Castelo de Areia. Nesta a PF prendeu doleiros e diretores da construtura Camargo Corrêa (Veja no site no link grupos> perfil> estrutura societária) por crimes financeiros. 

Ou a empresa não comtabilizava uma soma substancial (na casa dos milhões) de dinheiro ou a empresa estava lavando dinheiro ilegal obtido de licitações fraudadas ou os dois. Estas são as suspeitas. Por ela teria usa tal verba para financiar campanhas de partidos políticos, via intermediação de pessoas da FIESP. Pode? Pode!!!

Pois bem, foi só divulgar os nomes dos partidos, quais sejam PSDB, PPS, PDT, DEM, PP e o PMDB do Pará que um bando de políticos sairam correndo para desmentir, descaracterizar a operação, acusar o governo de uso político da PF etc etc etc… As pessoas esquecem que nesse meio tem partidos ligados ao governo, como o PSB e partidos da linha trabalhista, como o PDT. Esquecem que foi a mesma PF que numa operação tinha colocado o PT em apuros, inclusive com uma foto vazada (o delegado que vazou não sofre processo, que coisa hein?!). Como se diz, a melhor defesa é o ataque. Aí o ministro teve que se manifestar.

Os partidos é claro começaram a soltar notas e discursos avisando que as doações que receberam na empresa foram legais. Nada de mais obvio. O que entra pelo caixa dois, se entrou, ninguém conta, nem legaliza, nem presta conta. As investigações referem-se a doações ILEGAIS. É bom repetir ILEGAIS. 

Outra linha de acusação é dizer que a empresa também deu dinheiro para partidos que não estão nesta lista, como o PT. A Folha de São Paulo, quem mais poderia ser, soltou logo a “notícia”, nada descarada: PT será investigado também. É desejo? Se aquela ilegalidade do Castelo de Areia for provada é claro que aqueles que não apareceram na invetigação se beneficiaram da sorte, do destino, do grampo ter pego um telefone e outros não. Enfim… Se for mais a fundo não sobra pedra sobre pedra. Essa é a aposta do blog acerto de contas

Vale lembrar que querem a cabeça do Juiz De Sanctis, que também está nesta investigação. Já, já pedem a cabeça do delegado. Como se ver, essa estratégia de desqualificar as investigações é forte. Como se vê, estamos em estada de espera e a PF, o MP e a justiça tem que avançar na investigação, o resto são defesas, acusações e a maioria até aqui sem nada de substantivo.

A grande mídia já começou a atirar para todos os cantos, para compensar as denuncias que pesam sobre seus aliados. Veja o que diz o blog Anais Políticos sobre O Globo. E veja o que mostra Azenha. Veja mancjete de Claudio Humberto: Empresa da Camargo bancou o PT-SP.

A república palaciana do Brasil está estremecida. Acho que muita gente não durmiu de ontem para hoje. A PF não pode parar. Vamos ver se acabam com a cultura da pizza. Porque ela está cada vez maior. Do tamanho do Brasil.

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O futuro político de Ricardo Coutinho do PSB/PB

15 março, 2009

 

ricardo_coutinho2Há hoje na Paraíba, alimentada principalmente pela mídia local, uma imensa discussão e especulação sobre a eleição de 2010 para o governo do Estado. A peça fundamental e o eixo desta discussão estão na figura do prefeito da Capital Ricardo Coutinho. Se este não tivesse a força política que tem hoje graças em grande medida a sua capacidade gerencial frente à administração publica, é provável que esta disputa não estivesse ocorrendo As posições já estariam marcadas, ou seja, o grupo Maranhão, do PMDB, enfrentaria o grupo Cunha Lima, do PSDB.

O prefeito Ricardo se constitui numa força para a disputa do governo do estado? Essa é a grande questão. Especulam-se as brigas que estariam ocorrendo entre Maranhão/PMDB e Ricardo/PSB, como também a aproximação entre Cássio/PSDB e Ricardo/PSB. Fala-se de acordos, aproximações, brigas, rachas, mágoas e do passado. Entretanto para se analisar tais questões, deve-se pensar em alguns pontos:

Há a cláusula da verticalização, ou seja, os acordos entre os partidos a nível nacional devem ser mantidos a nível estadual. O que isso implica: em nível nacional há uma clara e forte aliança entre DEM-PSDB-PPS. De outro lado, há o PT e seus tradicionais aliados PCdoB, PCB, PL etc. O PMDB é uma incógnita a nível nacional. Este pode apoiar, a contragosto de Maranhão, o PT de Lula ou o PSDB de Aécio/Serra. O PSB pode lançar Ciro para presidente, se não, apoiará o PT. E agora? Como se vê no pior dos cenários o partido de Ricardo estará sozinho ou com o PT, nunca com o DEM-PSDB, ou seja, com Cássio. Eles podem estabelecer uma aliança branca no segundo turno, ou antes.

Este é o primeiro ponto que torna improvável a aliança Cássio-Ricardo, o segundo diz respeito à aliança Cássio-Cícero. Cícero não apoiaria de jeito nenhum esse tipo de situação, o que resultaria numa divisão-racha literal dentro do partido, o que seria ruim para todos. Outro ponto indica que se Ricardo não tem capacidade de colocar sua candidatura para o governo dentro do bloco com o qual vem trabalhando junto a tempos, o PMDB, porque ele teria mais chance de obter o mesmo objetivo dentro o PSDB-DEM, onde há nomes como Cássio, Cícero, Efraim, Rômulo Gouveia e Ruy Carneiro? Esta aliança em termo oficial é quase improvável. Outro indicativo está no próprio Ricardo, de tradição esquerdista junto ao PT e depois PSB, não comporia aliança com o seu exato oposto político, esta percepção é verdade para os políticos do PSB e para seu eleitorado que talvez não aceite tal aliança. Isso em termos práticos implicaria Ricardo trocar parte substancial de seu eleitorado fiel por outro eleitorado não tanto fiel e mais ligado a Cássio do que a ele. Isso tudo por uma vontade pessoal?

Por outro lado, Ricardo necessita conquista apoio político junto a partidos e pessoas que não são cassistas, mas estão com Cássio, de modo que ele possa ter uma aliança e apoio mais substancial para sua pretensa candidatura ao governo em 2010. Como faça isso? É uma verdadeira sinuca de bico. Pois ele pode sair perdendo dos dois lados. A aliança Ricardo-Cássio beneficia Cássio a custa de Cícero e Ricardo a custa de seu passado e história.

 Visto os tamanhos obstáculos que abrange tal aliança, ate certo ponto espúria. Percebe-se também que Ricardo não tem força para sair governador a partir do bloco no qual está, ou seja, o bloco do PMDB de Maranhão. Este partido lançará candidato de qualquer forma, pois é o maior partido do estado, em número e com fortes candidatos, a exemplo, de José Maranhão, Veneziano, Vitalzinho, Wilson Santiago. Além disso, Maranhão vem tentando cooptar as bases não tão ricardista do PSB e de aliados do prefeito. Neste bloco Ricardo pode ficar no mínimo com uma vice-governadoria ou com uma vaga no senado e até com uma promessa de candidatura para 2014, o que pode ser um blefe, principalmente se Maranhão for o candidato em 2010. Veneziano não irá se segurar.

Em termos de alianças políticas Ricardo tem força, mas ainda não tem robustez. Para se lançar como uma terceira via de fato (já que força ele tem e toda esta situação mostra bem isso) o PSB deve compor uma estratégica aliança com o PT e quem sabe contar com uma aliança improvável, a nível nacional, entre PMDB e o bloco PSDB-DEM-PPS. Deste modo, como se vê, a estratégia de paquerar com políticos que estão com Cássio ou Efraim, mas que não cassistas de fato é bastante ariscada e se isso for uma força de se mostrar desejo fora do bloco PMDB é um erro certo.

Apesar deste cenário obscuro, ruim e difícil para Ricardo e seu eleitorado mais fiel, o prefeito ainda conta com uma força que ninguém fala diretamente: sua imagem de gestor competente e político forte na palavra e no discurso.

São estes dois últimos elementos que tornam Ricardo forte, não apenas até o Rio Sanhauá como afirmam analistas políticos, mas até o Rio Paraíba e Mamanguape, for contado é possível ver o tamanho da confusão de hoje. Vale afirmar que o prefeito venceu a primeira eleição em João Pessoa com os eleitores indo de azul para as urnas e votando no laranja. E que em Mamanguape Eduardo virou a eleição literalmente, vencendo os irmãos Fernandes que dominam a cidade há décadas, após o forte apoio de Ricardo. O elemento aliança política é ponto fraco de Ricardo e pode ser o seu fim, se continuar sendo feito atabalhoadamente como ocorre. Creio que resistir aos ataques do PMDB e conseguir a aliança do PT são seus melhores caminhos. Fora este capítulo chamado Ricardo Coutinho – PSB a Paraíba continuará politicamente a mesma, num racha entre Cunha Lima e Maranhão.


PMDB e PSB discutem relação na Paraíba.

4 março, 2009

As divergências que agora há entre Ricado e MAranhão, tem muito das divergências entre seus partidos, e grupos dentro dele, ou seja, é um acerto de contas que PMDB e PSB estão fazendo em sua relação de alguns anos. Os acertos foram feitos em várias ocasições, só que agora a questão ganhou maior força e notariedade, pois é briga entre poderosos. 

O PSB é de fato uma nova força política e popular, sendo que muitos interesses estão em jogo, e o PSB está lá no meio.  Muitos querem se aproveitar da “briga” para tirar proveito proprio, isso é natural, embora ruim, na política paraibana. Perde-se a linha, mas consegue-se chegar onde se almeja….

O acerto das diferenças entre PSB e PMDB ainda vai dar muito o que falar. Não se acabará tão cedo até que cada parte consiga achar seus espaços confortáveis nesta relação. Eles estão juntos e precisam um do outro e são forças incontestáveis… aí o problema. Como conciliar?

Eles estão lavando suas roupas sujas em público e com certeza vai sobrar arranhões para todos, inclusive relativo a imagem pública. 

O interesse do PSB é ganhar força para entrar com chances em 2010, o do PMDB é enfraquecer o PSB para conseguir mais facilmente que eles apoiem seus projetos, sem muito questionar. E o objetivo da, agora, oposição é fazer com que este acerto de contas vira de fato uma briga, a ponto das diferenças ficarem insuportáveis. E agora… qual o cenário para amanhã… e para 2010.

Escolham suas bandeiras eleitores e cobrem coerencia de seus politicos.


2010 na PB: Rosas do PSB confirmar linha de nossas especulações

14 janeiro, 2009

coletivaricardosite

Hoje em entrevista ao Sistema Correio Edvaldo Rosas, vice-presidente estadual do partido e secretário de Articulação da Prefeitura de João Pessoa, confirmou a linha de especulações do blog em Especulações de hoje para 2010 na Paraíba, confirmou a busca de Ricardo e do PSB em sair para o Governo, a união da oposição e a dificuldade do PSB sair rachado com o PMDB de Maranhão. Ou seja, negou as especulações fofas sobre alinaça de Ricardo e Cássio foi negada e nem é pauta da articulação política. Veja notícia do Correio:

 

Segundo ele, o partido do prefeito Ricardo Coutinho avalia que os paraibanos estão cansados da polarização entre esses dois grupos e se revelam carentes de renovação política. “O PSB está avançando nesse vácuo e tem conseguido resultados significativos com o processo de articulação que temos feito”, afirmou.

Rosas fez as declarações em entrevista ao jornalista Heron Cid, para o Correio Debate desta quarta-feira (14), quando destacou que qualquer discussão sobre as eleições de 2010 necessariamente passam pelo PSB. Ele acrescentou que o partido não se mete na disputa dos dois grupos pela hegemonia política do Estado.

“Nós temos viajado muito – praticamente 60 mil Km em quatro anos – e onde temos chegado com Ricardo há ansiedade de renovação política. O que restar desse debate dos dois segmentos cabe a nós discutir um projeto mais amplo para 2010. Isso vamos fazer no devido tempo, e não agora, porque qualquer debate sobre 2010 agora no PSB atrapalha a gestão de Ricardo e o futuro político que estamos construindo.

Observou, no entanto, que a o PSB, como terceira força política da Paraíba, está credenciado do ponto de vista eleitoral e do ponto de vista de projetos para abrir o debate junto à sociedade e outros partidos. “E vamos fazer o debate, seja com os segmentos que não querem um grupo, seja com os segmentos que não querem o outro. Eu diria que nos agradamos dos dois lados. Essa é a questão central: agradamos dos dois lados”.

Para que possa ter uma participação efetiva na chapa majoritária em 2010 o PSB paraibano “já se articula com outros partidos a fim de fazer uma articulação, não só do ponto de vista efetivo da disputa, mas também do ponto de vista da elaboração de um programa de Governo.

De antemão o vice-presidente do PSB afirmou que o partido “não vai entrar sozinho para uma disputa em 2010 pensando que é o dono da bola, absolutamente”.

Rosas foi perguntado sobre a aventada possibilidade de o PSB partir para a disputa eleitoral de 2010 como uma terceira via e respondeu: “Nós estamos montando um projeto e trabalhamos com vários cenários. O da terceira via é um cenário, mas sabemos da dificuldade que há para que esse cenário tem para ser implementado’.

Inicialmente Rosas analisou: “Pelo salto que foi dado de 2004 a 2008, estamos com um projeto de participar da chapa majoritária, que é essencial. No momento, a prioridade de Ricardo é a gestão; temos 79 obras para inaugurar até junho de 2009 e mais o PAC no segundo semestre. Do ponto de vista político queremos aumentar de dois para três o número de deputados federais; de três deputados estaduais para seis e ter uma participação efetiva na chapa majoritária para 2010″.

Quanto a possíveis rachas entre os partidos da oposição, ele esse é um discurso falso, “porque estamos juntos com os companheiros de 2006. No projeto de João Pessoa, nós estamos com setores que não estiveram em 2006. O projeto de 2010 passa pelo PTB, pelo PMDB, pelos partidos da base do governo Lula. Essa é a discussão que estamos priorizando para 2010. PT e PTB fazem parte do Governo Lula, como o PMDB. Cada partido sabe do seu poder de fogo. E o que queremos é mostrar para a sociedade paraibana que nós temos um projeto diferente”.

Ricardo versus Veneziano
É que é fundamental é o seguinte: tem gente que gosta de fazer política e quer crescer só. O PSB não cresce só. É tanto que nós montamos um Governo em João Pessoa, no segundo mandato, representando os vereadores e os pequenos partidos, do menor ao maior. Esperamos que veneziano der a representação que o PSB tem em Campina Grande o que nós estamos dando ao PMDB em João Pessoa. Não diminui a representação do PMDB. Nós fizemos uma disputa em 2004 com quatro partidos e disputamos agora com 16 partidos. Alguém vai ter que tirar de alguém, fazer uma divisão mais igualitária. Em Campina Grande não tivemos esse tratamento. E antecipar, no segundo turno, a disputa de 2010 conosco acho que foi um erro estratégico. E nós tivemos bastante humildade para não entrar naquele debate em Campina. Nós reafirmamos nosso apoio a Veneziano no segundo turno. Toda militância foi, o partido foi. E esperamos um diálogo agora para a formação da equipe do segundo mandato do governo veneziano, que não foi feito ainda.

Veja também: II Comentários a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima


II Comentários a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima

10 janeiro, 2009

ricardo-cassio

Ainda repercute, agora já chamada de especulação a possível aliança entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima. Em comentário recente deste blog sobre tal fato afirmamos os problemas que envolve tal aliança, principalmente para Ricardo, já que o que se prega é ele se aliar a Cássio.

Este início de ano foi cheio de declarações que mostram, no mínimo, a inconsistência desta especulação. O senador Cícero Lucena em duas ocasiões se manisfestou e afirmou que se trata de idéia precipitada e inadequada e que não teme enfrentar nenhum candidato, entre eles Ricardo.  Para endossar indiretamente os problemas desta “aliança” Hervázio Bezerra em declaração até um pouco sentimental e de uma pessoa que procura entender o porquê das coisas, relatou (ou pensou alto) a “maldição” que se cai sobre aqueles que enfrentam o prefeito da Capital. Segundo ele o PSDB está refletindo sobre isso quando busca se estruturar e mondar suas estratégias política.

No outro lado do barco, Maranhão ressaltou a unidade que a oposição ao governo Cássio deve manter inclusive para 2010 e ainda listou o nomes fortes para esta disputa: Ele, Ricardo e Veneziano. Por fim, Milanez de volta a vereança, afirmou que os jovens políticos Ricardo e Veneziano devem esperar seu tempo chegar, pois a vez é do experiente Maranhão.

A unidade também é pregada pelo bloco PSDB-DEM, Cícero afirmou que “Tanto Efraim como eu temos a consciência de que quem tiver melhores condições para candidatura ao governo do estado terá o apoio do outro”.

Como se vê esta especulação não tem lastro político. A bipolaridade da política paraibana é uma constante há algum tempo. Entrentanto as possíveis distenções ou subloco pode haver. Como se vê, trata-se de especulação fofa. É aqui que deve morar as observações dos analistas:

Será que Ricardo ou Efraim possuem espaço, força e capilaridade política para sairem candidato sem o apoio e aliança do PMDB e PSDB? Será que eles possuem capacidade para coloca-se como candidatos a governador dentro destes blocos, mantendo a unidade? Se Efraim e Ricardo não conseguirem tal pretenções eles ficaram com a vice-governadoria ou com a vaga para o senado?

Entre eles Ricardo é o que possui maior chance de formar um subloco, pois poderá contar com o apoio do PT, se este querer formar chapa na majoritária e ainda não conseguir aliança com o PMDB, e com o PSB nacional se este lançar Ciro para Presidente. Enquanto que Efraim vai ter contar com a aliança PSDB-DEM a nível nacional que força esse alinhamento no nível local-regional e sua presença no bloco.

Veja: Comentários a aliança Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima

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