Situando a crise do PT: Ainda bem que alguém está em crise.

21 agosto, 2009

São verdadeiras bolhas de escândalos que estão ocorrendo e envolvendo o Senado e o Governo. Falo bolha porque muitos foram inflados ou soprados para longe. A crise do senado, a verdadeira crise, não esta em “Sarney fica ou não fica”, simplemente foi soprada para longe do noticiário e debatida tangencialmente, as demais crises são bolhas infladas, veja o caso da Petrobras, da Lina, do 3º mandato etc. Chega-se agora na crise do PT. O partido vive um momento de abalos, num dia juntou a saída de Marina Silva e o arquivamento da investigação de Sarney em troca de apoio umbilical do PMDB.

Agora qual é a crise que o PT passa? Antes é preciso entender bem todo o contexto. Não foi apenas o PT que arquivou o processo contra Sarney. Sua participação foi decisiva? Sim, foi. A participação dos demais partidos também. Não se arquivou apenas o processo do Sarney, a investigação do reú confesso Arthur Vírgilio foi junto e por UNANIMIDADE, é bom dizer. Todos os partidos de modo cínico souberam colocar o dedo na cara do adversário, com discursos eloquentes, acusações abstratas, sinais de moralismo. Junto a isso, os mesmos partidos estavam escondendo todos seus podres debaixo do tapedo, e com um toque de apoio da mídia, o caso de Virgílio é claro.

Veja o comentário do observatório da Imprensa: Se o leitor atento é do tipo que guarda jornais velhos, um exercício interessante de observação consiste em reler manchetes publicadas nas últimas semanas, quando a imprensa cobriu muito intensamente a crise no Senado. O leitor vai notar, por exemplo, que o senador Arthur Virgílio desapareceu do noticiário logo que se configurou a intenção de seus adversários políticos de julgá-lo no Conselho de Ética. Será que Virgílio, que era o campeão das declarações, simplesmente entrou na muda ou os editores é que decidiram poupá-lo?

Mas vamos lá. Após o fato, a maioria dos partidos voltaram tranquilos para casa, pois conseguiram livrar o seu lado e deixar o negativo da crise de Sarney no colo do PT, o desejo mais profundo da grande mídia e da oposição. Todos saíram caladinhos, sem vergonha. Ninguém sentiu nada. Veja bem, apenas o PT sentiu que devia algo, apenas o PT se sentiu envergonhado, se sentido atingido por tudo que aconteceu. E todos cobram isso dela, cobram coerência, cobram postura. Se cobram é porque ele tem algo para oferecer nesse sentido.

A crise do PT expressa muitos os dilemas e as crises em que vive a política brasileira, o sistema político nacional. É claro que a crise expressa também problemas internos, como a falta de uma plataforma consistente de políticas para a eleição de 2010 e a excessiva força que a figura de Lula tem hoje.

É bom que o PT se sinta atingido, pois podemos ver que ele ainda está atento e conectado com as cobranças políticas de vários grupos da sociedade. E pior será quando todos esses fatos se tornem comuns, não consigam nem mais gerar indignação interna. Isso falta aos demais partidos e por isso eles não estão na crise, e por isso a crise do PT expressa também os problemas da política brasileira e a busca por saídas.

As reações parecem bem sinceras e expressam as contradições do momento. O partido, vale dizer Lula, apostou no apoio do PMDB, ou seja, optou estar refem ou do lado do fisiologismo puro e vive sob o dilema do quanto vale ceder para obter o apoio pragmático e a governabilidade de que precisa? O custo está muito alto, principalmente quando Lula parece cego pelo vontade de colocar um sucessor.

O partido não soube lidar com a crise Sarney. Pois numa atitude emocional e ocasional queriam a cabeça de Sarney para os Leões e livrar a de Virgilio. Fizeram uma caça a Sarney como se a crise do Senado derivasse da presença dele alí. Um reducionismo barato para vender jornal, e a midia entrou ou criou isso. O PT e principalmente Lula não soube lidar com a situação e ficou num beco sem saída, mas uma vez queimou credibilidade por projetos políticos de curto prazo. E aí está o partido em crise.

Com certeza essa crise atinge em cheio o PT, mas também a política brasileira. O sistema com um todo parde mais uma leva de credibilidade e entra em rebaixamento. Com certeza essa perda do PT não será um ganho para o oposição, mas sim para projetos que buscam novas alternativas e posturas para 2010 e para a construção da política brasileira. Deve reforçar as linhas de centro-esquerda, não se sabe se na figura de Marina, de Ciro, de Heloisa e de outro. O PT continua sendo um bussula forte na política, mas está perdendo o posto, o que falta é alguem com capacidade e capilaridade para ocupar o posto forte.

Aí entra a possibilidade Marina e as incertezas… agora é esperar para ver e agir para si.

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O que vale mais? Ter soluções para a crise do senado ou o caso Lina-Dilma?

18 agosto, 2009

Veja como os jornais repercutem as notícias do dia.

FSP - o que vale mais

Aqui está os pesos e as medidas. O Senado está numa profunda crise institucional que tomou a cena nacional e da grande mídia durante meses. Queria-se a cabeça do Sarney, não solucionar a crise. Ninguém estava interessado em soluções apenas em derrubar Sarney.

Agora a vítima da vez é Dilma, quer dizer, mais uma vez. O destaque da Folha na internet deixa isso bem claro! Os demais jornais na internet só falam da Lina. A FGV e as soluções para a crise do senado, que muitos acham um horror, não merece atenção nenhuma. Economizar 365 milhões por mês não vale nada. O que é isso? Se não é hipocrisia?

Os interesses obscuros que muitos dizem não existir, existe. E está tão claro. É só ver além do que está na manchete, ver o que o jornal renuncia em destacar.

A mídia com esse tipo de comportamento é uma coisa muito difícil de engolir… muito mesmo.


O controle político pela mídia está no fim?!

12 agosto, 2009

Post de Luis Nassif revela como a mídia se tornou a instituição que substituiu o povo no controle dos políticos e das instituições políticas brasileiras. O problema não é apenas que a sociedade civil deixou de ter um controle direto, se é que teve quando do impeachement de Collor, mas sim que a mídia forma um grupo fechado e reduzido de empresas e empresários que oculta por trás de notícias, notas e editoriais interesses obscuros e pela frente afirma ser imparcial e apenas (in)formar a população.

Alguns poderia dizer que tratam-se dos novos coronéis. Mas estes ganham da política e com ela, sem participar diretamente dela, faz o trabalho de dosar o “humor” ou o que se chama de “opinião do público”, a qual ela forma. Engraçado é que este poder, sem controles até a propagação da internet, está se esvaziando justamente por suas faltas e jogos políticos. Quando não trata as questões políticas, sociais e até de saúde com seriedade e buscando qualificação vai criando sua própria porta de saída.

Vejam o post:

MARCOS NOBRE

Dedos, anéis e Marina

EM MEIO À bandalheira da década de 1980, foi escolhido um presidente por eleição direta, o que não acontecia havia quase 30 anos. O afastamento de Collor em 1992 instaurou uma expectativa de controle direto do sistema político, em que o eleitorado poderia tirar mandatos a qualquer momento.

A partir da eleição de FHC, o impeachment desapareceu pouco a pouco do horizonte. Com o tempo, a expectativa de controle direto foi substituída por uma espécie de controle da “opinião pública”, entendido como uma pressão incessante da mídia sobre uma determinada figura política. Mesmo o Judiciário, o Ministério Público e as polícias se tornaram forças auxiliares desse novo controle indireto, em que se exigia pelo menos a entrega de anéis para a conservação dos dedos.

Muitos ministros caíram assim.

(…)Não que controlar o sistema político por meio de uma mídia oligopolizada seja algo a comemorar.
Mas o episódio Sarney mostra que até mesmo esse controle precário e indireto pela mídia está desaparecendo das mãos do eleitorado.

Pode até haver quem ache saudável essa redução do controle do sistema político pelo eleitorado ao momento das eleições. Mas democracia nenhuma se faz apenas com eleições. As próprias movimentações do eleitorado para 2010 dão prova disso. Quanto mais o sistema político procura se fechar em si mesmo, mais rachaduras aparecem.

Lula tenta reduzir o campo eleitoral a um plebiscito sobre seu governo, a uma disputa entre sua candidata e o candidato do PSDB. Aparece Ciro Gomes. Lula articula de todas as maneiras para neutralizá-lo. Sem sucesso até agora. Aparece Marina Silva. Difícil imaginar o que Lula poderia fazer. O sistema político enclausurado que se cuide. O que está em jogo não são mais dedos e anéis.

Comentário

A atual geração de CEOs da grande imprensa carregará na biografia a mancha de ter desmoralizado um dos poderes essenciais em uma democracia. E personagem central desse desmanche foi Roberto Civita, nesse período insano da Veja. Os demais foram fracos, indo atrás de uma loucura.


Para a grande mídia: a pergunta que não quer calar.

1 agosto, 2009

Agora que a pressão da grande mídia parece que conseguiu ou vai conseguir a cabeça de Sarney, gostaríamos de saber quais as próximas ações e posições dos nossos grandes jornalistas e empresas de mídia sobre pessoas e casos similares a exemplo de Arthur Virgílio, Tião Viana e outros senadores que viajaram de férias com nosso dinheiro e/ou foram beneficiados com os atos secretos?

Para os respondentes: marque apenas uma alternativa. Esperamos obter o máximo de sinceridade nas respostas. Só vale uma, mesmo que você entre em dúvida ou caia num dilema profundo, marque apenas uma.

a) Eles são inocentes até que se prove o contrário, por isso não é prudente uma manchete, notícia ou denúncia sobre tais casos, no máximo uma nota e sem repercussão de nossos analistas políticos.

b) Eles não sabiam que tais ações eram ilegais e/ou imorais e não havia regulamentação clara sobre os casos, por isso é melhor deixar como está. Eles são gente boa. Não é editor?

c) Não vale a pena. Eles não teriam a mesma repercussão que um Sarney, eles iriam cair logo ou ninguém iria dar atenção. Com Sarney a gente consegue esquentar o noticiário por mais tempo.

d) A cabeça de Sarney vai ser um belo e muito importante troféu para minha galeria do que esses outros senadores. Quem não queria isso.

e) É uma questão prática que não tem haver com esses outros senadores. Veja, com Sarney da presidência do congresso seria mais complicado para a oposição e a grande mídia montar e disseminar escândalos e CPI’s contra o governo.

f) É uma questão pessoal com o Sarney e não tem haver com esses outros senadores. Sarney estava dando apoio e sustentação demais a Lula no PMDB, e o partido é peça chave na eleição de 2010. Queríamos apenas uma disputa mais equilibrada. Não é mesmo editor?

g) Era mesmo uma questão moral e de melhoria das práticas do congresso, mas a nossa fome de moralização já passou. Para sorte desses outros senadores!

h) Bem, eu não sabia ao certo o que estava fazendo. A denúncia chegava à redação e eu publicava. Claro, eu dourava a pílula e colocava um discurso moralista. Sabe, até que vendeu bem.

i) Cara, deixa de me amolar. Não está bom a cabeça de Sarney? O que você quer mais? Deixe esses outros para lá, eu não sou Deus, não?

j) Cara, se a gente começar a atacar esses outros senadores vai começar a ficar claro que se devem mudar as práticas no congresso e não as pessoas. E isso não é bom para a nossa classe nem para o país. Senta aí e assiste pô.

k) Pensando bem, depois de ler todas as alternativas… Alguém poderia me repassar alista daqueles senadores que viajaram em férias e foram beneficiados por atos secretos. É melhor não é? Pode ser por e-mail, se cair na caixa de spam não tem problema não. Valeu.

Obrigado pela sua contribuição.


PSDB e PMDB em guerra no senado

29 julho, 2009

PSDB e PMDB, o primeiro é filho desgarrado do segundo, entraram em pé de guerra declarada. Agora é ver se esse levantamento de armas vai para frente ou se vão baixar as armas e deixar tuuuuudo passar ou se vão eleger por negociação uma cabeça para ser cortada para o grande público! A conta de hoje Sarney está na frente da lista, mas faltaria a cabeça de alguém do PSDB.

Outra: vejam só como funcionam as coisas no meio político brasiliano. Todos sabem quem são os senadores que fizeram coisas erradas, mas ninguém quer punição para eles. Mas parece que chega um momento que esse acerto tácito é quebrado, como agora. Temos que viver a mercê disso? E com a conivência da grande mídia? Até quando? Como venho dizendo, se é para cair Sarney, tem que cair os outros que se beneficiaram das atos secretos e coisas mais…

Vejam reportagem da guerra declaração, é bom dizer.

A decisão do PSDB de entrar com três representações no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (AP), levou o PMDB a declarar guerra aos tucanos.

Líder peemedebista no Senado, Renan Calheiros (AL) informou ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), que o PMDB decidiu responder na “mesma moeda” e também irá entrar com representações contra senadores tucanos.

Renan e Guerra trocaram telefonemas nos últimos dias. O líder do PMDB considerou que a questão virou partidária e que o caminho é adotar a mesma estratégia. Renan disse ao tucano que vai ao Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), considerado pelos peemedebistas como “réu confesso” por admitir ter recebido empréstimo do ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia e contratado um funcionário-fantasma.

“O PSDB acaba de arranjar um jeito de se livrar do Arthur porque ele vai ser processado no conselho. As acusações são mais graves do que as que existem contra Sarney. O PMDB não é partido de frouxo”, disse Wellington Salgado (PMDB-MG), senador da tropa de choque de Renan Calheiros.

O comentário no PMDB era que estava “oficializada a guerra política com os tucanos”. Segundo peemedebistas, a cúpula do PSDB foi avisada de que, numa guerra, não há “corpos apenas de um lado, mas dos dois”, uma referência indireta de que, se Sarney perder o mandato, senadores tucanos também terão o mesmo destino.

Renan e Guerra concordaram que a situação é “muito grave”. O tucano disse a Renan que não vê condições de Sarney continuar à frente da presidência, pois já não tem condições de controlar a crise e as acusações contra ele e a família.

Esse foi também o tom que senadores usaram em telefonemas para o próprio Sarney, que consideraram “muito cansado”. Na cúpula do PMDB, contudo, a ordem é resistir. Sarney afirmou aos peemedebistas que não planeja renunciar.

O PMDB cogita entrar com representação contra outros tucanos, como Tasso Jereissati (CE), que usou verba de passagens aéreas para fazer manutenção de avião particular.

Apesar da ameaça peemedebista, o PSDB -sigla que foi fundada por dissidentes do PMDB nos anos 80- entrou ontem com três representações no Conselho de Ética contra Sarney por quebra de decoro que podem resultar na cassação do mandato dele.

A primeira trata do uso irregular de recursos da Petrobras na Fundação Sarney, e a segunda, dos atos secretos. A terceira é sobre o fato de um neto de Sarney ter atuado no mercado de crédito consignado da Casa.

As representações foram apresentadas quase um mês após denúncias feitas formalmente por Arthur Virgílio.

A diferença entre denúncia e representação é que a segunda, se aceita pelo relator, já dá abertura imediata a um processo por quebra de decoro parlamentar contra o congressista.

Apesar das críticas feitas por Virgílio, o PSDB hesitou em processar Sarney porque não havia consenso na bancada. Além disso, temia-se contra-ataque contra o líder tucano.

Virgílio disse ontem que começou a devolver o dinheiro que um funcionário seu recebeu do Senado enquanto estudava no exterior, um total de R$ 210 mil que serão pagos em quatro prestações.

No Conselho de Ética, o PMDB é o partido com mais integrantes: quatro. Para fazer maioria, depende de integrantes da base aliada, que têm seis membros. Juntos, os governistas detêm dez cadeiras. O conselho tem 15 integrantes. Para aprovar um relatório recomendando a perda do mandato, é preciso metade dos votos mais um. O pedido de cassação segue para ser votado em plenário.

Uma coisa sobre Arthur Vírgilio, o novo paladino da ética: sua contradição é própria. Veja um exemplo>


Sarney deve sair?

1 julho, 2009

Hoje os ânimos se exaltaram em relação a possível saída ou não do Senador Sarney da Presidência da Casa. Partidos que apoiaram Sarney e formaram a mesa da Casa pediram para o presidente se afastar. DEM, PSDB se juntaram com PDT e PSOL. PT hoje também pediu a saída temporária de Sarney.

Como mostra o título do post, há aqui mais uma posição, discutível é claro, do que uma previsão sobre a saído do “homi”.

De minha visão, não vejo porque na fixação em retirar o presidente da casa. Se é para afastar Sarney, que se afaste toda a mesa diretora, e até mesmo todos os senadores, principalmente da função de reformar as práticas da casa. Todos já estão carecas de saber que não é só Sarney que teve seus esquemas patrimonialistas. Muitos e muitos senadores estão no bolo. Veja por exemplo o caso de Arthur Virgílio, o defensor da moralidade na casa?!

Pergunto, o afastamento de Sarney vai resolver alguma coisa? Depois disso a reforma da casa vai para frente? Ou esse afastamento é apenas para jogar uma enorme cortina de fumaça nessa reforma necessária? Quem ganha, na prática, com isso? Será que é o PSDB, como diz Lula?

Se é para dar maior imparcialidade na apuração das denúncias e fazer uma reforma verdadeira, porque só afastar o presidente, se muitos e muitos senadores realizaram práticas semelhantes?  Se o DEM ocupou a importante função de primeira secretária todos esses últimos anos? Quem lembra de Efraim.

Como todos já sabem, há o velho problema de parlamentares estarem legislando em relação a causas/fatos próprios. Aí está o ponto que me faz pensar que não se deve pedir o afastamento de Sarney. Ou sai todos ou não sai ninguém. Isso me soa como dar uma satisfação, meia boca, e encobrir a pizza que pode estar por vir. Nessa linha, é melhor criar uma mesa formada por terceiros para apurar e reformar, tendo os parlamentares apenas que ratificar ou melhorar as propostas, com a sociedade pressionando, é claro, senão a coisa não anda.

Creio que contratar a FGV para um consultoria foi um ótimo passo. O próximo é manter a pressão social em cima dos senadores para que a REFORMA SEJA EFETIVAMENTE REALIZADA. A FGV já fez várias próposta no seu relatório.


Carta a Sarney e Senadores do Brasil

29 junho, 2009

O Brasil já está cansado de todas estas práticas políticas e pseudo-administrativas que ocorrem no Congresso, mas não apenas nele. Mais ainda, estamos cansados das respectivas desculpas em forma de justificativas. Chega de desvios, de subterfúgios e desconversas.

Todos já sabem que são vocês, congressistas e seus partidos. Depois de 20 anos de redemocratização a maioria já sentiu o gostinho de governar e ter poder. Todos já sabem quais são as muitas semelhanças entres todos vocês. Chega de dizer que são isso ou aquilo, que fazem isso ou aquilo. Já não cola mais, a prática passada é o nosso melhor termômetro.

Não é necessário se cansar nem nos desgastar para mostrar o que já não tem como dissimular. Sejamos sinceros e coloquemos um BASTA nisso tudo. Sem remorsos, nem constrangimentos, sem dar a conta para os outros, sem firulas. Quando for fazer alguma mudança necessária e pairar na cabeça de vocês, algo como: – Sim, mas isso pode me prejudicar…, ou, – Mas, isso vai inviabilizar aquele… PAREM… e pensem no povo que está lá fora. E então façam o que deve ser feito, e PONTO FINAL.

Chegou o momento de trocar o disco, de trocar a dança.

Agora. Será que ainda é preciso dizer o que deve ser feito? Patrimonialismo, ineficiência, apadrinhamento, ineficácia, morosidade, excesso de benefícios, informações privilegiadas etc, etc.

Convenhamos, acho que não…

Saiam às ruas!