Segurança pública em pauta. Até que enfim!

27 agosto, 2009

Nesta quarta-feria deputados da Paraíba discutiram, e feio, sem rumo e só com acusações, os problemas graves por que passa nosso estado no que tange a segurança pública. Neste blog já vimos vários posts sobre o avanço significativo do tráfico e consumo de crack no Estado. Além disto, há um aumento dos homicídios, com cada vez mais requintes de crueldade e toque de encomenda. Moto preta, menino carbonizado, invasão de casa para matar por encomenda etc.

Trata-se de um estado muito grave que demanda ação policial planejada e com setores de inteligência ativo. Além de políticas socias de geração de renda. Não se pode deixar essa assunto passar em branco, quando mais cedo o combate melhor os resultados. Essa máxima deve ser levantada com princípio na segurança. Diante disso tudo a discussão na Assembléia foi positiva por trazer o assunto à tona na Casa que deve bem debatê-lo. Mas não deve reduzir o debate a uma troca de acusações sem futuro.

Tragam-se números, projetos, idéias, comissões para debates. Cobrar é o primeiro passo, mas temos que avançar e muito. Incluindo a colocação desse tema com um dos grandes assuntos da eleição de 2010. A paraíba não pode mais esperar, senão até bala perdida, estado paralelo já estarão firme e forte num estado que vende a tranquilidade como aspecto do turismo e que é um dos estados mais pobres. Esses são apenas argumentos pragmáticos para um tema que deve ser sempre combatido pelo qualidade de vida e bem estar social.

Por favor, não vamos tratar um assunto deste como um tema político stricto senso. Vejam como foi o debate na Assembléia:

As bancadas de situação e de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba voltaram a bater boca na tarde desta quarta-feira (26) e o mote foi mais uma vez o problema da segurança pública no Estado e os alarmantes índices de criminalidade que vêm sendo registrados. O deputado estadual Zenóbio Toscano (PSDB) disse que o governador José Maranhão (PMDB) “não disse para que veio até agora”, mas o situacionista Gervásio Filho (PMDB) reagiu e disse que o Governo vem arrumando a casa.

Zenóbio é extremamente enfático ao falar sobre a segurança pública paraibana. “Nunca se matou e nunca se assaltou tanto na Paraíba como nestes últimos meses. Mas ainda assim nós não vemos ações efetivas da Secretaria de Segurança Pública para amenizar o problema”, disparou.

Especificamente sobre Gustavo Gominho, ele criticou uma declaração recente do secretário, quando disse que as coisas estavam ruim, e que ainda iriam piorar mais. “Que mensagem otimista é esta para a população paraibana? Está na hora então de se fazer alguma coisa para evitar esta situação”, destacou, criticando o que ele chamou de “paralisia” do Governo. “Já são sete meses de gestão e até agora nada”, completou. LEIA MAIS>

Mais um caso impactante. Agora a própria polícia é acusada. Esse é só mais um item para mostrar a complexidade da questão. Policiais são acusados de estuprar e matar flanalinhas.

Na madrugada desta quinta-feira (27) uma flanelinha disse ter sido abusada sexualmente por policiais militares e um outro flanelinha foi encontrado morto no Bairro das Indústrias. Neste caso, os suspeitos de praticar o crime também são policiais.

A flanelinha identificada como C.C.J.S, de 20 anos, disse ter sido estuprada quando estava na orla do Cabo Branco, em João Pessoa, quando três policiais, que estavam numa viatura a abordaram e a violentaram dentro do carro da polícia.

A denúncia foi feita na 3ª Delegacia Distrital, que está investigando o caso. A mulher vai passar por exames no Departamento Médico Legal de João Pessoa. Segundo a Polícia, no horário que a vítima informou ter sido abusada não havia nenhuma viatura naquela área.

Outro crime envolvendo policiais e um flanelinha foi registrado na 1ª Delegacia Distrital da Capital. O corpo do flanelinha Jailson Laurentino dos Santos, de 19 anos, foi encontrado por volta das 5h da manhã no Bairro das Indústrias, em João Pessoa.

A vítima estava com as mão amarradas e sem os olhos. Segundo familiares, Jailson foi visto pela última vez na companhia de policiais. Ele estava desaparecido desde a última segunda-feira (24).


Estado Paralelo em JP. Onde estão nossas autoridades?

19 julho, 2009

O Blog já vem há alguns meses destacando o problema do tráfico de crack na região metropolitana de João Pessoa. Falar em crack é o mesmo que falar em vício (vejam a cracolância em São Paulo) em comércio ilegal, em formação de grupos armados, em estado paralelo, em mortes por encomenda, em Governo sem poder!

Esta realidade pode parecer longe da Paraíba, mas está cada vez mais perto. E a omissão do estado, da polícia pode marcar um futuro nebuloso para nossa população. Há de se combater o tráfico e o crack na raiz, quando se começa. Quanto mais cedo melhor, é como um câncer. Mas nossas autoridades não veem nem ouvem. Estamos abandonados??????

Mais uma vez, cadê nossas autoridades executivas, legislativas e judiciárias?

Vejam reportagem do Jornal O Norte.

A Constituição Federal cita, em seu artigo 144, que todo cidadão tem direito à cidadania, dignidade, vida, liberdade e à segurança. Esses princípios fundamentais é apenas uma utopia e fica apenas no papel se observada a triste realidade vivida por comunidades carentes de João Pessoa. A violência está tão enraizada na vida das pessoas que uma dessas comunidades foi denominada de Iraque pelos próprios moradores, numa referência ao país que há décadas vive em conflito com outras nações, principalmente, os Estados Unidos. O curioso é que a comunidade Iraque fica encravada numa área invadida a poucos metros da Central de Polícia e também do Comando Geral da Polícia Militar do 1º Batalhão. Apesar da proximidade, o tráfico na favela Iraque e as cenas de violência entre gangues é uma triste realidade. Em determinados locais, o poder paralelo do crime é tão forte que nem mesmo a polícia tem acesso porque controle imposto não tem limite.

Do alto de barreiras ouda laje das casas, os bandidos ditam leis e controlam, através de celulares, códigos e até rádio-escuta, a entrada e a saída de pessoas. Quando da aproximação da polícia os criminosos detonam fogos de artifícios para avisar os comparsas de que armas ou drogas devem ser escondidas como forma de evitar flagrantes.O poder paralelo faz com que os bandidos demarquem territórios, impondo terror à população e desafiando a segurança pública.

O bairro São José, anexo a Manaíra, outro local onde o poder de fogo dos criminosos é visível. No ano passado o então comandante da Polícia Militar, coronel Kelson Chaves, colocou câmeras em alguns pontos do bairro, mas o resultado não foi satisfatório. O São José tem um dos maiores índices de criminalidade de João Pessoa.

A Ilha do Bispo é outra comunidade muito afetada pelo alto índice crimes praticados por gangues que disputam pontos de distribuição de drogas. Há duas semanas a Polícia Militar realizou uma operação surpresa no bairro e foi recebida a bala por quatro bandidos. Houve reação dos policiais e um adolescente tombou morto.

Os moradores da comunidade Bola na Rede, vizinho ao Bairro dos Novais, vivem uma situação de medo e têm seus direitos de ir e vir suprimidos pelos bandidos.Os traficantes de drogas determinaram o ‘toque de recolher’ nas ruas da localidade após as 22h, sob de punição aos que desobedecerem.

Estudantes que frequentam escolas afastadas da Bola na Rede dizem que precisam andar em grupo no período noturno para pode voltar para casa. As casos de violência são muitos, mas ninguém da comunidade se arrisca a falar para não sofrer represálias.

Em meio a tanta violência, uma professora de 25 anos diz que enfrenta o risco de estar em sala de aula pelo prazer de ensinar crianças e adultos através do Programa Brasil Alfabetizado, do governo federal. Rosineide Leal Mota reside na comunidade Bola na Rede e todas as noite ministra aula na sede da associação de moradores para uma classe com 20 anos de diferentes faixas etárias.

Rosineide lembra que em pleno horário de aula já ouviu tiros disparados por gangues que disputam espaço para vender droga, mas ela diz que eles não pertubam as pessoas da comunidade. ” A guerra deles é com pessoas de outras áreas”, afirma a professora, acrescentando ser vocacionada para o exercício do magistério. A professora é noiva e acredita que quando casar não terá como continuar ensinando na comunidade, mas diz ter esperança de que a prefeitura de João Pessoa possa instalar uma escola no local.

Criminalidade avança na Paraíba: polícia é recebida a bala

Traficantes fazem estado paralelo em João Pessoa

Paraíba é rota do tráfico em larga escala


Criminalidade avança na Paraíba: polícia é recebida a bala

16 junho, 2009

Esta pequena notícia que está no portal wscom, abaixo, revela como está a situação da criminalidade na região metropolitana. Há tempos noticiamos neste blog como o consumo e venda de crack avança na Paraíba. Junto deste fato percebemos a organização dos criminosos, a qualificação de suas ações e as mortes por encomenda aumentando no noticiário.

Todas estas ações estão ligadas ao crack. Neste últimos dias estamos vendo ações que só seriam pensaveis no Rio de Janeiro. Familias sendo expulsas de casa; senhoras vendendo crack em pousadas; artistas sendo presos por uso de crack e roubo para alimentar o vício. Trata-se de um estado paralelo que está se organizando na região metropolitana e que a polícia tem que reagir. Não só ela, mas o governo como um todo, como afirmamos desde o início: quando mais cedo o combate melhor os resultados. Mas… essa n]ao virou ainda uma questão de “estado” na Paraíba.

Veja a notícia, ela em si só já é um marco desta ação maior da criminalidade:

No final da tarde desta terça-feira, 16, o Ciop (Centro Integrado de Operações Policiais) foi a Ilha do Bispo de que havia quatro homens armados circulando pelas ruas do bairro. Quando a polícia foi checar a denuncia já foi recebida a bala.

Na troca de tiros dois dos integrantes do bando foram baleados. Um deles morreu com um tiro na nuca.

O outro baleado conseguiu fugir junto com os outros integrantes. A polícia re4aliza buscas no local para tentar localizar o restante do bando.


Traficantes fazem estado paralelo em João Pessoa

12 junho, 2009

Duas notícias deste semana podem ser uma marca, diga-se de passagem, formal, de um processo que já vem amadurecendo nos últimos anos. A invasão do crack em diversos bairros da capital e a estruturação de grupos de criminosos que atuam para garantir a distribuição da droga. Desde o início do blog está é uma preocupação constante, é só fazer uma pesquisa em nossos tags.

ONDE ESTÃO AS AUTORIDADES DESTE ESTADO?CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA?

Hoje trago duas reportagens que confirmam nossas preocupações:

Família expulsa de casa por traficantes:

Após ajuda da Secretaria de Ação Social do munícipio de Cabedelo, a família que foi agredida e expulsa de casa por traficantes de drogas no Renascer voltou para as ruas, pois a ajuda esperada só durou uma noite em uma pousada local.

A família, que passou a manhã toda na porta do Sistema Correio tentando ajuda para denunciar a situação que estavam passando, dessa vez retorna para dizer que a ajuda prometida pela Prefeitura de Cabedelo findou-se.

“Ficamos hospedados durante a noite na pousada, e na manhã de hoje fomos levados para umas casas da prefeitura no conjunto Renascer, mas todas as casas estavam ocupadas e ficamos mais uma vez na rua”, desabafa a Mãe, que tem a identidade preservada por questões de segurança.

 

Traficantes instituem toque de recolher

Os moradores da comunidade do Taipa, bairro do Costa e Silva, em João Pessoa, estão experimentando viver uma situação jamais vista, nem esperada, de ter seus direitos de ir e vir suprimidos pela bandidagem que toma conta da área. Os traficantes de drogas determinaram o ‘toque de recolher’ nas ruas da localidade após as 22h, sob de punição aos que desobedecerem.

Em reportagem assinada por Alessandra Bernardo, ilustrada por Stanley Talião, o CORREIO desta sexta-feira conta todo o drama de que é vítima a comunidade do Taipa há cerca de três semanas. Segundo a repórter, a nova rotina está mudando os hábitos da comunidade e afetando os estudantes do turno da noite, que têm que sair da escola às 21h30 para não serem ‘punidos’ com agressões físicas ou até a morte.

Muitos estudantes até já trocaram de turno com medo da situação. As denúncias são muitas, mas ninguém se arrisca a se identificar para não sofrer represálias, como um estudante que trocou de horário e revelou porque: “Ninguém é doido de contrariar as ordens dos bandidos, pois sabe que pode morrer de graça”.

 

Grupos organizados lutam pelo domínio do tráfico em João Pessoa:

O secretário estadual de Segurança Pública, Gustavo Gominho, admitiu na tarde desta quarta-feira 10 que a grande quantidade de mortes que estão acontecendo em João Pessoa nos últimos dias são financiadas pelo tráfico drogas e que as ordens para as execuções estão vindo de dentro dos presídios.

“É uma briga entre grupos organizados pelo domínio do tráfico de drogas em áreas da Capital”, afirmou.

A declaração Gominho foi feita durante entrevista coletiva concedida na tarde de hoje na sede da secretária de Segurança, localizada no Bairro de Mangabeira, para anunciar uma série de ações que serão desenvolvidas pelas polícias Civil e Militar no combate à criminalidade.

O secretário revelou que já tem os nomes dos mentores, que são presidiários, faltando apenas identificar os executores, bandidos que estão em liberdade, o que deve acontece nos próximos dias.

Gominho disse também que depois de identificar a ação, montou um plano de operações que se dividiram em três frentes de atuação: “primeiro irá desarticular as quadrilhas; segundo realizará um trabalho de prevenção ostensiva, que acontecerá em forma de blitz nas periferias e bairros nobres da Capital; e por fim executará uma operação que não pode revelar, mas que será desencadeada nos próximos dias, onde deverão ser identificados e presos os executores”. 

Lembrem, isso é apenas o começo! Se a situação não for combatida de início, a qualidade de vida tão pregada como marca de João Pessoa vai para o beleleu.


Filho de Beira Mar é preso com drogas.

19 abril, 2009

O blog vem informando e ressaltando a necessidade de combate imediato ao tráfico que cresce na região metropolitana de João Pessoa, principalmente agora com a entrada do crack. Nesta nova notícia está o filho de um dos maiores traficantes do país. Como se vê, mais uma vez, há “estrangeiros” ao estados implementado “esquemas” e estruturas de tráfico similares a região que convivem há tempos com o problema… é preocupante.

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Vejam:

 

O filho do traficante Fernandinho Beira Mar, um dos bandidos mais perigosos do Brasil que se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande – MS, foi preso no bairro do Bessa, quando chegava em casa acompanhado de um tio. Com ele a Polícia encontrou 200 gramas de maconha, haxixe e um caderno com vários nomes, que a Polícia acredita ser usuários e devedores.

De acordo com a Polícia, a casa de Luan Medeiros, 21 anos, funcionava como ponto de venda de drogas e vinha sendo observada há cerca de um mês. Além de Luan, foi preso o borracheiro, José Lucena de Medeiros, 34 anos, que estava com ele no momento da operação.

O caseiro da residência, Raimundo do Nascimento, 27 anos, e a namorada dele, Suely de Souza da Silva, 23 anos, também serão autuados por tráfico de drogas e formação de quadrilha.

RG de Luan comprova que ele é filho de Beira MarLuan disse que apesar de filho de Beira Mar, viu o pai apenas algumas vezes, quando foi visitá-lo no presídio onde ele esta preso.

Veja vídeo.


Políticos e mídia acordam para a escalada do crack na Paraíba

21 março, 2009

Tv Cabo Branco destaca que o vereador Geraldo Amorim pediu a Ricardo decreto de calamidade pública, devido ao aumento do consumo e venda de crack em João Pessoa e adjacências. 

O vereador Geraldo Amorim (PDT) anunciou na quarta-feira (18) que vai pedir ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB) que decrete de estado de calamidade pública por causa do aumento do consumo e da venda do crack em João Pessoa.

“O crack está uma verdadeira epidemia na região metropolitana, principalmente nas periferias”, considerou o vereador em entrevista ao Bom Dia Paraíba. Ele relatou que conhece comunidades onde o crack é vendido à luz do dia.

De acordo com Amorim, além de encaminhar um requerimento ao prefeito, ele preparou documentos para solicitar providências para vários setores da Prefeitura, como as secretarias de Educação, Saúde, Infraestrutura e Segurança Pública.

“Nós só combatemos a questão das drogas se atuarmos em rede”, explicou o vereador sobre seu plano de atuação contra o tráfico.

Foi realizada reportagem que mostra o tamanho deste problema que o blog já vinha dando destaque a tempo.

Veja reportagem. Último vídeo: Caminho para a morte.

Veja posts do blog:
 

Paraíba é rota do tráfico em larga escala

Crack se espalha e já assusta o Nordeste


Paraíba é rota do tráfico em larga escala

4 março, 2009

A polícia Federal da Paraíba vem fazendo um bom trabalho no combate ao tráfico, mas parece que é popuco, haja visto o seu crescimento e o consumo assustador de drogas. Este tema já virou ladainha no Blog, vejam nossos outros posts. Estamos acompanhando esse processo e cremos que a polícia civil não está fazendo seu papel. Agora é cobrar ações concretas, não apenas apreenssões.

O mapa do tráfico em João Pessoa

Casal de jovens assaltam e matam por crack

Tráfico na Paraíba mostra sinais de agravamento

Escalada do crack: PF prende 75Kg e 39 mil reais com traficante na PB

Vejas as noticias que confirmam o crescimento desta forma horrível de crime:

PF apreende 26 Kg de cocaína em JP e aponta crescimento “assustador” do consumo

A Polícia Federal apreendeu 26 quilos de cocaína no bairro da Torre em João Pessoa. Para a PF, as apreensões sinalizam o ingresso da Paraíba na rota do tráfico em larga escala. Em menos de três meses, agentes interceptaram mais de cem quilos da droga – volume maior do que o registrado durante todo o ano de 2008.

– O crescimento do consumo é assustador, avaliou o assessor de comunicação da PF, Deusimar Guedes.

– A situação está piorando, acrescenta Guedes.

A nova apreensão aconteceu na tarde da segunda-feira 3, no bairro da Torre. Quatro pessoas foram presas e levadas para a superintendência da PF.

O quarteto tinha armas e vasta munição.

O material apreendido será apresentado dentro de instantes.

PF revela: 80% da droga que circula em JP é comandada por detentos do PB1

Droga apreendida pela PFA Polícia Federal fez nesta quarta-feira 4 uma revelação estarrecedora: cerca de 80 por cento da droga em circulação na Grande João Pessoa é comandada por presos do Presídio de Segurança Máxima PB1, em Mangabeira. Somente esse ano agentes da PF já apreenderam mais de 123 quilos de crack e cocaína.

Segundo o assessor de comunicação da PF, Deusimar Guedes, a droga apreendida nesta segunda-feira, 2 (26 quilos de cocaína) proveniente de Mato Grosso havia sido encomendada por um grupo de detentos do PB1 através de um ex-presidiário que se encontra em liberdade.

O detento contratado para receber a droga foi subornado por membros de outra facção de presos existente naquele presídio de segurança máxima.

O objetivo era receber a droga, matar o motorista da carreta, abandonar o corpo no Estado de Pernambuco e desviar o veículo e droga, dando a entender que a droga teria desaparecido e não iria chegar ao destino.

Rota da droga

Segundo Guedes a rota da droga até chegar a Paraíba nasce na Bolívia, entra no Brasil pela região Norte de onde é dissiminada para todo o País – incluindo a Paraíba, onde a PF atesta crescimento “assustador” de consumo.

A região mais visada pelos traficantes é a Grande João Pessoa.

Ultimamente a droga que mais cresce em comercialização é o crack – derivado da cocaína. O apelo do craque é o baixo preço. No entanto a maconha continua sendo a droga mais consumida pelos viciados.

Segundo estatística da PF somente em 2008 foram apreendidas 112 quilos da droga, mas apenas nos primeiros dois meses de 2009 já foi superada o volume de apreensão da droga, chegando a 123 quilos.

Identificação

A Polícia Federal jgarantiu hohe que á conseguiu identificar todos os detentos do Presídio de Segurança Máxima PB1 envolvidos com a dissiminação de drogas na Grande João Pessoa.

Os nomes estão sendo preservados para não atrapalhar investigações que os agentes da PF continuam realizando para descobrir pontos de venda de drogas.