O fim do combate a corrupção no Brasil

16 março, 2009

Muitas pessoas com influência e poder no estado brasileiro têm interesse que as operações de combate a corrupção acabem ou míngüem. São empresários, políticos, juristas, pessoas com muito dinheiro e que são alvos constantes da polícia, afinal quem corrompe neste tipo de ação são pessoas da elite econômica do País, que geralmente são da elite da política e da opinião pública. Deste modo, vários interesses convergem para que a polícia diminua sua atuação no combate a corrupção, cada qual aproveita um momento para dar uma alfinetada dura na PF.

Será que a policia federal só começou a cometer irregularidades a partir das suas operações de combate a corrupção? Antes ela atuava na legalidade, agora não? O estado policial não existia antes, agora sim? Talvez a PF continue a mesma, mas os alvos é que são outros, estes, agora são poderosos.

Diversas pessoas se levantam contra a forma de atuação da polícia federal a partir do momento em que ela passa a combater a corrupção, a mexer com gente grande. Esses levantes revelam um implícito privilégio em relação às pessoas da elite econômica.

A CPI do Grampo de Itagiba começou em outubro de 2007. Chega-se hoje em 2009, buscando ar para sobreviver e encontrou isso na operação satiagraha, um verdadeiro bode expiatório. Inclusive para políticos com medo de ser investigado ou de ter o nome aparecendo na HD de Dantas.

Gilmar Mendes acusa sem provas a PF de grampear o STF deste 2007. Porque acusar a PF e não aqueles que a PF prendeu e investigou? Será que estes não têm grande interesse nas suas questões que o STF julga? Afinal quem grampeou o mundo e fundo foi a Kroll a mando de Daniel Dantas. As escutas da PF quem faz são as operadoras telefônicas a mando de Juiz e já foi provado que a ABIN não possui equipamentos para fazer tais grampos. Com certeza os policiais devem se sentir tristes depois de fazer um grande trabalho e ver o judiciário soltar muitos dos presos, mas sair da tristeza para o grampo, e mais do STF, não seria demais?

A tentativa de desqualificação do trabalho da PF de combate a corrupção deságua na imprensa, com suas acusações de que a PF fez escutas ilegais, grampeou jornalistas, privilegiou certas empresas jornalísticas (quanta inveja). A imprensa ficou chateada com as acusações da PF de que seus jornalistas estariam corrompidos por empresários e políticos, participariam de um sistema Dantas de comunicação; já não bastava o dossiê de Nassif contra a Veja e o constante relembrar de Paulo Henrique sobre o PIG. A imprensa passa a mostrar que quem é questionável é justamente a PF, que acusa os jornalistas de prática ilegal.

Vale lembrar que Dantas participou da privatização das teles e justamente naquelas compras em que mais há suspeitas de ilegalidade. Vale lembrar que Dantas grampeou pessoas íntimas do governo e até membros do planalto. Vale lembrar que Dantas e suas empresas participaram do mensalão, afinal a satiagraha é um afluente do mensalão. Vale lembrar que Dantas possuem empresas que fazem operações financeiras ilegais para seus clientes, estas clientes devem ser pessoas com muito dinheiro, pessoas da elite econômica, provavelmente, empresários e políticos. As pessoas ligadas a estas operações suspeitas de Dantas não querem ver seus nomes na mídia e não querem ser punidos pela justiça, se forem. Essas pessoas se juntam a aquelas que têm medo da PF bater em sua porta e que desejam que suas operações acabem, antes de ser o próximo alvo.

abc

É muita gente com poder e influência querendo que a PF acabe com suas operações de combate a corrupção. É muito medo, e o medo move as pessoas…. O Brasil é refém dos corruptos. Esse tema atravessa o governo Collor, FHC e Lula sem uma resolução. Os problemas econômicos são minimizados, pessoas aumentam de renda, mas a corrupção perpassa todos os governos. Agora que a coisa estava começando a ser combatida de frente, querem melar o jogo… não o deles, o da polícia.

Vajam esse vídeo muito interessante que vi no Nassif. Vejam principalmente a parte final a partir dos 15 minutos.

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Veja é acusada de plágio em reportagem

27 janeiro, 2009

Para muitos esse plágio pode parecer algo não surpreendente, afinal a revista é algo de sérias acusações de mal jornalismo e de transformar notícia em mercadoria, senão veja o dossiê feito por um dos mais respeitados jornalista do Brasil, Luis Nassif: o chamado Caso Veja.

Este caso está basntante documentodos, não parece uma simples coincidência, antes o contrário. Toda a história começa em 29 de dezembro de 2008, no contexto da guerra em gaza. Neste dia a blogueira Ayesha Saldanha publicou um post com um conjunto de depoimentos de bloqueiros de Gaza e de palestinos: Palestine: Bloggers in Gaza describe the fear. Este post foi traduzido e referenciado adequadamente pelo blogueiro brasileiro Caim, em seu antigo blog no dia 03 de janeiro de 2009: Direto de Gaza: blogueiros palestinos frente ao conflito. 

Agora começa os problemas. No dia 5 de janeiro, poucos dias deppois de Caim publicar o post referenciado, a Veja publica a “notícia” Blogueiros narram drama da guerra em Gaza, do jornalista André Pontes. Se você ver a notícia de Veja constatará que os blog palestinos citados, os trechos dos blog que foram citados e a idéia geram da reportagem foi copiada sem referência do blog de Caim e de Ayesha. No final a reportagem acrescenta coisas, talvez para “aperfeiçoar” mostrando o lado israelense. VEJA e COMPARE. Tire suas conclusões.

Esta história foi citada sem maiores informações por Luiz Nassif no post: O plágio da Veja. Gerando replicações e comentários maiores de Daniel Duende em seu blog: Veja copia artigo do Global Voices traduzido por blogueiro. O blogueiro Caim em seu novo blog publicou o post O dia em que a Veja visitou meu blog. Lá ele explica outros fatos que constatam o provável quase certo plágio. Caim constatou atravez do sistema de rastremaneto de acesso Sitemeter que um computador da Abril acesso seu post traduzido, aquele lá de 03 de janeiro. Caim completa a saga:

“O primeiro movimento que fiz ao constatar algumas semelhanças entre os textos foi enviar um email para o chefe da redação da Veja.com solicitando maiores esclarecimentos e avisando que comunicaria Ayesha Saldanha sobre o ocorrido – o que fiz logo após. Por sua vez, Ayesha entrou em contato com a colaboradora e porta-voz da Global Voices no Brasil, a Paula Góes, que também enviou email para Veja pedindo esclarecimentos.
Até a manhã de hoje, a Paula e eu não recebemos nenhum email resposta da Veja. E olha que, após o dia em que enviei o email, o Sitemeter detectou três outras entradas no Livre correspondentes aos computadores da Abril.com. Será que o caso foi encaminhado ao jurídico, setor geralmente responsável nas empresas pela avaliação de supostos plágios? Essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Afinal, a Veja.com sequer nos comunicou que nossa solicitação fora corretamente averiguada e que um processo interno fora instaurado para apurar o caso. O que revela certa dose de despreocupação por parte da Veja em atender solicitamente as pessoas e encerrar uma querela de fácil resolução.

Talvez, nessa altura do campeonato, o jurídico da Veja esteja mais preocupado em responder as dezenas de processos que pesam sobre a imaculada imagem da revista do que em emitir uma simples resposta aos questionamentos da Ayesha, da Paula e do Caim. Maldito dia em que a Veja visitou o meu blog.”

Como afimar o blog acerto de contas: ESSA VOCÊ NÃO VERÁ NA GRANDE IMPRENSA…

Mais um caso negativo para a história desta revista que tem a alcunha de ser a maior e mais lida revista semanal do país. Triste, não?! Depois dessa, para quem não conehce, vale a pena ler o dossiê veja, que talvez vire até livro.

Agora quem paragará o pato, o jornalista ou a revista. Talvez a revista tire o corpo fora, e aí…


O STF não anda bem das pernas?!

10 janeiro, 2009

justica

Bem pertinente esta notícia, antes que as deculpas apareçam, percebemos uma sociedade cada vez mais atenta. Agora, tinha que ser logo no STF, assim, o currículo do Supremo piora cada vez mais… E a veja, mais uma vez envolvida! Que ligações seriam essas…

Ministro Joaquim e a credibilidade da Justiça, onde fica?

Pro enquanto são especulações, cada vez menos fofas.

Do blog de Nassif: Vejam matéria

 

Do Radar, da revista Veja

Busca e apreensão

Desde o dia 16 de dezembro repousa na mesa do ministro Joaquim Barbosa, do STF, um pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de busca e apreensão de documentos que está deixando muita gente inquieta. No pedido do procurador consta o nome do dono do miúdo banco BVA, José Augusto dos Santos, e de outras sete pessoas, entre empresários e um ex-diretor de banco. O processo corre em segredo de Justiça.

Comentário

Repete-se o caso Andréa Michel.

Há um processo sigiloso que transitou em várias instâncias, sem que o sigilo fosse rompido. Chega ao Supremo e o sigilo é quebrado justamente para a revista Veja, para quem foi vazada a questão do relatório sobre as supostas escutas ambientais ocorridas – vazamento que pode ter partido do gabinete da Presidência do STF.

Se o processo está no STF, é por que envolve alguém que dispunha de foro privilegiado. Nesse caso, é um episódio mais grave do que o da Andrea Michel.

Espera-se que seja aberto um inquérito para apurar o vazamento de uma informação que visa prejudicar o andamento do processo.

A propósito, em 28 de julho de 2006, o banco BVA assinou um contrato com o Senado Federal para a concessão de crédito consignado (http://www.senado.gov.br/sf/contratos/empresaContratada.asp?o=1&e=BANCO+BVA)

Por Soulseeker

Na Vara Federal em que trabalho, e da qual sou o Diretor, quando aparece um processo sigiloso que envolva interceptação telefônica, busca e apreensão de bens e valores ou qualquer outro cuja revelação possa implicar em inviabilidade da medida a ser adotada (é lógico que se o réu souber que sua conta bancária vai ser bloqueada, rapidamente reitará todo o dinheiro que tem nela depositada), tomamos várias medidas para evitar o vazamento. A mais importante delas é a de que somente eu e o juiz temos acesso ao procedimento instaurado. O feito permanece em um cofre do qual somente eu possuo a chave. Todas as providências para implementar as medidas determinadas pelo juiz – como a expedição de ofícios, mandados, etc. – são efetuadas por mim, sem a concorrência de nenhum outro servidor. Os documentos gerados ficam juntados apenas nos autos. Isso, por óbvio, não impede o vazamento, pois, muitas vezes, o procedimento passa por outros órgãos – como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal – nos quais eu não sei dizer se as cautelas que adotamos são também tomadas (acredito que sim). Mas, se vazamento há, não ocorrerá por nossa culpa.

No caso mencionado pelo seu post, Nassif, qualquer pessoa que teve acesso aos autos mencionados pode ter quebrado o sigilo: o Ministro, qualquer um de seus assessores, o PGR, um funcionário da Procuradoria da República que tenha tido acesso aos autos, agentes da polícia… a lista é imensa…

De qualquer forma, a medida que era para ser tomada já era. Os documentos que se queria buscar, a essa altura, já desapareceram.

E deixo aqui uma pergunta: como pode um procedimento dessa natureza ficar parado na mesa do Ministro Joaquim Barbosa sem decisão nenhuma por tanto tempo? É pedir para que algo como isso (o vazamento) aconteça mesmo…