PMDB X PSB: intenções legítimas e atribuições de culpa. Onde chegaremos?

25 julho, 2009

pmdb psb

Briga política entre aliados, pode ser uma das coisas mais feias de se ver. É como briga de família, uma grande confusão. Pouca clareza, muito ressentimento e atribuição de culpas. Pois bem. As divergêncais entre PMDB e PSB estão cada vez mais profundas e as farpas começam a sair e sobrar para quem passar pela frente. As diferenças chegam a níveis pessoais e as feridas são difíceis de sanar.

Enfim, é triste de ver. Mas acontece. Por isso quanto mais sensibilidade e tato em tratar destas questões melhor. Por outro lado, não se pode deixar sentimentos aprisionados, mas não se pode deixar de tratá-los com reflexão e paciência.

Nesta sexta, dia 24/07, após José Maranhão ter dito que sente pena de Ricardo Coutinho e aliados do prefeito ter afirmado que isso é uma convoção para distancimaneto. Chegou a vez dos Vital atacar os ricardistas e suas pretensões políticas para 2010.

Veneziano disse que:

“Fica ao nosso ver pouco provável este realinhamento (entre PSB e PMDB). Não por ter faltado o interesse do PMDB, do PT e de outras legendas aliadas em dialogar, mas pelo PSB ter se apresentado de forma taxativa como cabeça de chapa”

“O PMDB sempre quis conversar sobre as convergências políticas. Mas quando um partido como o PSB se posiciona de forma tão irrevogável e intransigente, não adianta nem propor um realinhamento”

“Temos ouvido de maneira muito categórica que aliados de Ricardo Coutinho tem dito que a candidatura do prefeito da Capital já esta sacramentada. Com isso passamos a ver com maiores dificuldades o realimento”.

Enfim, segundo portais, o prefeito campinense destacou ainda que se a reaproximação com o prefeito Ricardo Coutinho não for possível, não foi por ter faltado por parte do PMDB e de outros aliados o interesse de dar continuidade a aliança que vem vencendo várias eleições em João Pessoa e no Estado. Veneziano lembra que o PMDB é o maior partido da Paraíba e que em nível nacional é o que tem o maior número de parlamentares nas duas casas congressuais, e que por isto surgia como candidato natural ao Palácio da Redenção.

Pelo andar das coisas um rompimento formal está próximo e quase certo. Isso teria que chegar em algum momento haja vista que tanto o PMDB quanto o PSB têm a pretensão de ser cabeça de chapa da aliança. E pelo que se tinha visto ninguém queria abrir mão. Não é apenas o PSB, como afirma Veneziano, mas o PMDB também.

As pretensões de diálogo do PMDB para com o PSB provavelmente seria para afirmar sua superioridade como fez Veneziano agora. O que seria uma boa tática, pois iria atrasar a consolidação de campanha de Ricardo. O PSB por sua vez fingiu que não viu o que estava ocorrendo e foi lançando sua candidatura, colocando o bloco na rua para ver como estava a receptividade.

Esses movimentos táticos dos aliados são parte do jogo político de quem tem interesses divergentes e estão na mesma aliança. Todos os dois tem a legitimidade de lançar suas candidaturas e angariar os aliados e visibilidade necessária. Daí não há problemas nas declarações dos Vital, o problema está em começar a atribuir culpa há essa ou aquela pessoa pelo naufrágio da aliança. Trata-se de algo temerário.

Será que a culpa é mesmo de Ricardo? Não será do PMDB? Quem está mais intransigente nesta disputa? É difícil dizer. Só em afirmar que o PMDB, por ser o maior partido, surgia como candidato natural já coloca suas pretensões como irreversíveis, para usar um termo de Veneziano.

Começar o jogo de atribuição de culpas é perigoso, pois não tem fim, só vai gerar ressentimentos. Transformará os dessentendimentos em racha e poderá acabar como Ronaldo e Maranhão terminaram, grandes rivais, quase inimigos. Além disso, num sentido pragmático, todos sairão perdendo paras as conjugações de 2012 em João Pessoa e Campina Grande. Nesse jogo o futuro é solitário.

Anúncios

O futuro político de Ricardo Coutinho do PSB/PB

15 março, 2009

 

ricardo_coutinho2Há hoje na Paraíba, alimentada principalmente pela mídia local, uma imensa discussão e especulação sobre a eleição de 2010 para o governo do Estado. A peça fundamental e o eixo desta discussão estão na figura do prefeito da Capital Ricardo Coutinho. Se este não tivesse a força política que tem hoje graças em grande medida a sua capacidade gerencial frente à administração publica, é provável que esta disputa não estivesse ocorrendo As posições já estariam marcadas, ou seja, o grupo Maranhão, do PMDB, enfrentaria o grupo Cunha Lima, do PSDB.

O prefeito Ricardo se constitui numa força para a disputa do governo do estado? Essa é a grande questão. Especulam-se as brigas que estariam ocorrendo entre Maranhão/PMDB e Ricardo/PSB, como também a aproximação entre Cássio/PSDB e Ricardo/PSB. Fala-se de acordos, aproximações, brigas, rachas, mágoas e do passado. Entretanto para se analisar tais questões, deve-se pensar em alguns pontos:

Há a cláusula da verticalização, ou seja, os acordos entre os partidos a nível nacional devem ser mantidos a nível estadual. O que isso implica: em nível nacional há uma clara e forte aliança entre DEM-PSDB-PPS. De outro lado, há o PT e seus tradicionais aliados PCdoB, PCB, PL etc. O PMDB é uma incógnita a nível nacional. Este pode apoiar, a contragosto de Maranhão, o PT de Lula ou o PSDB de Aécio/Serra. O PSB pode lançar Ciro para presidente, se não, apoiará o PT. E agora? Como se vê no pior dos cenários o partido de Ricardo estará sozinho ou com o PT, nunca com o DEM-PSDB, ou seja, com Cássio. Eles podem estabelecer uma aliança branca no segundo turno, ou antes.

Este é o primeiro ponto que torna improvável a aliança Cássio-Ricardo, o segundo diz respeito à aliança Cássio-Cícero. Cícero não apoiaria de jeito nenhum esse tipo de situação, o que resultaria numa divisão-racha literal dentro do partido, o que seria ruim para todos. Outro ponto indica que se Ricardo não tem capacidade de colocar sua candidatura para o governo dentro do bloco com o qual vem trabalhando junto a tempos, o PMDB, porque ele teria mais chance de obter o mesmo objetivo dentro o PSDB-DEM, onde há nomes como Cássio, Cícero, Efraim, Rômulo Gouveia e Ruy Carneiro? Esta aliança em termo oficial é quase improvável. Outro indicativo está no próprio Ricardo, de tradição esquerdista junto ao PT e depois PSB, não comporia aliança com o seu exato oposto político, esta percepção é verdade para os políticos do PSB e para seu eleitorado que talvez não aceite tal aliança. Isso em termos práticos implicaria Ricardo trocar parte substancial de seu eleitorado fiel por outro eleitorado não tanto fiel e mais ligado a Cássio do que a ele. Isso tudo por uma vontade pessoal?

Por outro lado, Ricardo necessita conquista apoio político junto a partidos e pessoas que não são cassistas, mas estão com Cássio, de modo que ele possa ter uma aliança e apoio mais substancial para sua pretensa candidatura ao governo em 2010. Como faça isso? É uma verdadeira sinuca de bico. Pois ele pode sair perdendo dos dois lados. A aliança Ricardo-Cássio beneficia Cássio a custa de Cícero e Ricardo a custa de seu passado e história.

 Visto os tamanhos obstáculos que abrange tal aliança, ate certo ponto espúria. Percebe-se também que Ricardo não tem força para sair governador a partir do bloco no qual está, ou seja, o bloco do PMDB de Maranhão. Este partido lançará candidato de qualquer forma, pois é o maior partido do estado, em número e com fortes candidatos, a exemplo, de José Maranhão, Veneziano, Vitalzinho, Wilson Santiago. Além disso, Maranhão vem tentando cooptar as bases não tão ricardista do PSB e de aliados do prefeito. Neste bloco Ricardo pode ficar no mínimo com uma vice-governadoria ou com uma vaga no senado e até com uma promessa de candidatura para 2014, o que pode ser um blefe, principalmente se Maranhão for o candidato em 2010. Veneziano não irá se segurar.

Em termos de alianças políticas Ricardo tem força, mas ainda não tem robustez. Para se lançar como uma terceira via de fato (já que força ele tem e toda esta situação mostra bem isso) o PSB deve compor uma estratégica aliança com o PT e quem sabe contar com uma aliança improvável, a nível nacional, entre PMDB e o bloco PSDB-DEM-PPS. Deste modo, como se vê, a estratégia de paquerar com políticos que estão com Cássio ou Efraim, mas que não cassistas de fato é bastante ariscada e se isso for uma força de se mostrar desejo fora do bloco PMDB é um erro certo.

Apesar deste cenário obscuro, ruim e difícil para Ricardo e seu eleitorado mais fiel, o prefeito ainda conta com uma força que ninguém fala diretamente: sua imagem de gestor competente e político forte na palavra e no discurso.

São estes dois últimos elementos que tornam Ricardo forte, não apenas até o Rio Sanhauá como afirmam analistas políticos, mas até o Rio Paraíba e Mamanguape, for contado é possível ver o tamanho da confusão de hoje. Vale afirmar que o prefeito venceu a primeira eleição em João Pessoa com os eleitores indo de azul para as urnas e votando no laranja. E que em Mamanguape Eduardo virou a eleição literalmente, vencendo os irmãos Fernandes que dominam a cidade há décadas, após o forte apoio de Ricardo. O elemento aliança política é ponto fraco de Ricardo e pode ser o seu fim, se continuar sendo feito atabalhoadamente como ocorre. Creio que resistir aos ataques do PMDB e conseguir a aliança do PT são seus melhores caminhos. Fora este capítulo chamado Ricardo Coutinho – PSB a Paraíba continuará politicamente a mesma, num racha entre Cunha Lima e Maranhão.


Demissão em Campina: Prefeito demite 700 celetistas

22 janeiro, 2009

No portal PAraíba1 saiu a notícia da demissão de 700 celetistas que estão na prefeitura de Campina Grande. Para completar Veneziano convocou de imediato 700 concursados, criando uma situação de alegrias para uns e não para outros,de modo a contrabalançar os impactos negativos da demissão.

 Como havia falado antes, os servidores que foram admitidos entre 1983 e 1988 não podem ser demitidos sem justa causa, pois nesta época era legal contratar sem concurso e ainda a constituição é omissão sobre essas pessoas, criando um vacuo legal. Por outro lado, as demissões de ontem foram dos celetistas, tudo indica ser caso diferente do primeiro. Há que se analisar tais aspectos. Quando foi contratados tais celetistas? Que instrumento legal os ampara? 

Em cumprimento à determinação da Justiça do Trabalho, a Prefeitura Municipal de Campina Grande demitiu na quarta-feira (21) 700 funcionários que trabalhavam em regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), totalizando 2.400.

Ao mesmo tempo, cerca de 700 pessoas aprovadas no último concurso público deverão ser convocadas pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo, a partir de amanhã.

O procurador-geral do Município, Fábio Thoma, explicou que a PMCG cumpriu a decisão do juiz substituto da 5ª Vara do Trabalho, David Sérvio Coqueiro. “A partir de agora, a Prefeitura de Campina Grande não tem mais celetistas, exceto os funcionários de programas especiais do governo federal”, esclareceu Thoma. Dentre os programas, Fábio citou o Fome Zero, Bolsa Família e cozinhas comunitárias.

Convocação

Os celetistas serão substituídos por funcionários concursados que passarão a fazer parte do quadro efetivo da Prefeitura campinense. Iara Felício, uma das diretoras da Secretaria de Administração, revelou ontem que cerca de 700 aprovados em concurso vão ser convocados a partir desta sexta-feira.

Para a sexta-feira (23), está prevista a divulgação do edital do pessoal que trabalhará na Secretaria de Educação. O secretário Flávio Romero revelou que enviou para a pasta de Administração a relação com os nomes de 377 aprovados. Do total, 167 são do Magistério, incluindo professores e técnicos, e 210 do nível básico, a exemplo de merendeiras, vigilantes e auxiliares de serviços, dentre outros.

Os demais aprovados – 323 – deverão ser convocados na próxima semana, através de edital que será publicado na imprensa, no site da PMCG e no hall do prédio que abriga as Secretarias de Administração e Finanças.


Prefeito Veneziano distribui nota de esclarecimento

27 dezembro, 2008

Prefeito Veneziano distribui nota de esclarecimento:

Aos Campinenses e
Paraibanos, especialmente aos companheiros e companheiras do serviço público municipal.

Dirijo-me, em particular, aos servidores admitidos entre 1 983 e 1 988, ora em momento de inquietação e perplexidade.

De efeito, firme no espírito e sentimentos próprios do NATAL, de certo sempre presentes e obediente às responsabilidades que me são cometidas, devo e quero reafirmar que, conforme asseverei publicamente nessa passada terça-feira, dia 23, determinei, por iniciativa pessoal, a suspensão de eventuais exonerações, afastamentos e outros quaisquer atos porventura incidentes sobre os funcionários nomeados no referido período.

Sensível a efeitos e repercussões – como se viu em difusas manifestações promovidas na cidade – decorrentes do Termo de Ajuste de Conduta firmado entre o Ministério Público e o Governo Municipal, que nos foi apresentado e constante de expressa “Recomendação” da Egrégia Curadoria de Defesa do Patrimônio Público desta Comarca, ao tempo em que adotei medidas pertinentes e cabentes, mantive saudável e fecundo entendimento com a douta e distinta Titular do aludido Órgão Ministerial, buscando soluções suasórias. Reiterando solicitude e altíssimo descortino, Sua Excelência assentiu na promoção de um encontro ensejador do reexame da complexa e vexatória questão – o que ocorrerá na tarde da próxima segunda-feira. E, de tudo, os interessados servidores serão, de pronto e verdadeiramente, informados. Releva realçar que essa reunião foi estabelecida em tempo de recesso, isto é, estando a ilustrada Promotora em gozo de férias; uma revelação de elogiável espírito público e devoção profissional da dignitária.
Vamos, pois então, com as participações de Representantes da Câmara de Vereadores e de Líderes de Categoria interessada, buscar e encontrar uma síntese que harmonize, quanto possível definitivamente, emergentes divergências; enfim, compatibilizando-se o legal e o justo.

De resto, os que teimam em deturpações odiosas ou insistem por examinar e tentar ressuscitar retrógradas e perversas condutas políticas, voltarão, mercê de DEUS, aos lugares para onde foram remetidas pela soberania do bravo campinense, desde 26 de outubro passado.

Campina Grande, em 26 de dezembro de 2 008.

Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto
Prefeito

 

Interessante ver as partes em destaque!. É importante que o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema – SINTAB também escreva nota para esclarecer e afirmar suas posições para a população.